Santa Catarina registra ao menos oito ataques na noite desta quinta

PM ainda não divulgou o balanço oficial, mas houve pelo menos 65 ocorrências desde o início da onda de violência, há uma semana

Tomás Petersen, Especial para O Estado

03 Outubro 2014 | 10h28

FLORIANÓPOLIS - A última noite da terceira onda de atentados que Santa Catarina passa foi menos violenta do que as anteriores, mas também houve problemas. Foram pelo menos oito ocorrências criminosas entre o final da noite desta quinta-feira, 2, e a manhã desta sexta-feira, 3. A Polícia Militar ainda não divulgou o balanço oficial dos ataques, que já completam uma semana. No último, divulgado às 22h de quinta-feira, haviam 57 casos, incluindo as prisões de suspeitos com materiais inflamáveis. Portanto, houve pelo menos 65.

O primeiro caso da última noite aconteceu em Chapecó, no oeste do Estado. Três homens invadiram um ônibus com passageiros e obrigaram todos a descer. Depois atearam fogo no veículo, que ficou completamente destruído. Os suspeitos não foram encontrados. No meio-oeste, em Joaçaba, dois suspeitos tentaram, sem sucesso, incendiar um ônibus.

Em Camboriú, quatro homens atearam fogo em um caminhão guincho que estava estacionado próximo a um quartel de bombeiros. O veículo foi completamente destruído. Segundo a polícia, o caminhão pertencia a uma empresa que não prestava serviços à prefeitura.

Em São José, a casa de um policial militar foi atacada com um coquetel molotov. Porém, o artefato explosivo não propagou fogo. Ninguém ficou ferido. Em Gaspar, no Vale do Itajaí, a casa de um PM foi alvo de disparos.

No início da madrugada desta sexta-feira, na região continental de Florianópolis, três homens atiraram nove vezes contra a casa de outro policial. Os tiros quebraram vidraças, mas não atingiram ninguém. A PM fez buscas, mas não conseguiu prender os suspeitos.

E, na região norte, houve dois ataques. Uma delegacia em Joinville foi atingida por tiros e um ônibus de turismo foi parcialmente incendiado em Rio Negrinho. Neste, os bombeiros conseguiram apagar as chamas a tempo.

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