Santa Catarina tem quatro novos ataques e sexto dia seguido de violência

Base da PM, delegacia e posto da Guarda Municipal sofreram atentados; número de casos, porém, é o menor desde o início da onda de crimes

Felipe Tau, O Estado de S. Paulo

17 Novembro 2012 | 09h41

SÃO PAULO - A onda de violência que atinge Santa Catarina desde segunda-feira,12, completou seis dias neste sábado, 17, com mais quatro ataques em diferentes cidades registrados entre a noite de sexta-feira e a madrugada de hoje, segundo a Polícia Militar. O número de casos, no entanto, é um dos menores desde o começo do surto de atentados, que já atingiu o pico de 16 em um único dia. Desde o começo da semana, houve ao menos 63 ataques, com três suspeitos mortos pela polícia e 47 presos. Outras 64 pessoas, foragidas e não identificadas, foram acusadas por testemunhas e comparsas de terem tido participação nos crimes.

Os episódios mais recentes aconteceram em um período de cerca de quatro horas. O primeiro ocorreu em Florianópolis, às 23h40, quando uma base da PM foi atacada no bairro do Campeche, no sul da ilha. Dois criminosos passaram em uma moto escura, disparam contra o prédio e fugiram. Havia policiais no momento, mas ninguém se feriu.

À 0h45, em São Francisco do Sul, no litoral norte, cinco homens armados incendiaram um ônibus. Eles pararam o coletivo no ponto, renderem o cobrador e o motorista, mandaram os passageiros descerem e atearam fogo no veículo. Um suspeito foi pego com pedras de crack e forte cheiro de gasolina perto do local, segundo a polícia. Os demais fugiram e não há registro de feridos.

À 1h30, um carro foi incendiado dentro do pátio da delegacia de Canelinha, município a cerca de 70 km de Florianópolis. As chamas no Citröen C3, produto de apreensão, acabaram se espalhando e danificaram a placa da delegacia e um aparelho de ar condicionado. Ninguém se feriu e os criminosos fugiram.

Às 3h30, dois homens em uma moto atacaram uma base da Guarda Municipal na cidade de São José, no bairro de Areias. Duas viaturas estacionadas na frente do edifício foram atingidas por disparos e os suspeitos fugiram. 

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