Deivid Dutra/Agência Brasil
Deivid Dutra/Agência Brasil

Santa Maria lembra das vítimas no sexto mês da tragédia da Kiss

Familiares e amigos das 242 pessoas que morreram em incêndio em janeiro percorreram ruas do centro da cidade; manifestação segue até a noite

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

27 Julho 2013 | 13h42

PORTO ALEGRE – Familiares e amigos das vítimas do incêndio da boate Kiss foram às ruas de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, homenagear os 242 mortos da tragédia, que completa seis meses neste sábado, 27. No final da manhã, eles percorreram algumas ruas centrais vestindo túnicas pretas e promoveram uma campanha de doação de agasalhos. Muitos deles também contribuíram com a iniciativa entregando roupas de familiares mortos na tragédia. As peças serão distribuídas a pessoas carentes. As manifestações prosseguem à tarde, com uma caminhada, e no início da noite, com um minuto de aplausos e um culto ecumênico.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Methodus para o Grupo RBS, divulgada neste sábado pelo jornal Zero Hora, mostrou que a percepção popular, independentemente do resultado das investigações e do processo criminal, é de que nem todos os responsáveis serão punidos. Dos 600 entrevistados entre os dias 20 e 22 de julho, 61,9% discordam da afirmação de que todos os responsáveis estão respondendo a processo na Justiça e 57,5% discordam da afirmação de que será feita justiça e os culpados serão condenados.

Questionados sobre quem consideram culpados, 85,2% apontaram os proprietários da boate; 75,5% apontaram o corpo de bombeiros; 68%, o prefeito Cézar Schirmer (PMDB); 59%, a banda Gurizada Fandangueira; 56%, os funcionários públicos municipais que emitiram licenças e alvarás; 53%, o Ministério Público; e 43,8%, o governador Tarso Genro (PT).

A tragédia ocorreu na madrugada de 27 de janeiro. A investigação concluiu que uma faísca produzida por um show pirotécnico atingiu o revestimento acústico do teto e queimou rapidamente a espuma, provocando a fumaça tóxica que asfixiou a maioria das vítimas. Dois proprietários da casa noturna e dois integrantes da banda que fazia o show são réus do processo, acusados pelo Ministério Público de homicídios com dolo eventual.

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