São 12 as pessoas do Sindicato dos Motoristas de SP presas

O diretor jurídico do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo, Geraldo Diniz, se entregou no início da tarde desta segunda-feira à Polícia Federal. Diniz afirmou que tem apenas um carro e possui o carnê para mostrar que paga as prestações. O diretor jurídico do sindicato negou também as acusações de homicídios. Antes que ele se entregasse, a PF havia prendido hoje pela manhã o presidente do Sindicato, Edivaldo Santiago, e outras 10 pessoas ligadas à entidade. A ação ocorreu justamente no dia considerado como teste de fogo para o novo sistema de linhas de ônibus na capital, algo que a prefeita Marta Suplicy chamou de ?uma coincidência interessante?.Edivaldo foi detido em sua casa, no Campo Limpo. No local, os agentes apreenderam armas, que estavam com três homens que faziam a segurança do sindicalista. Segundo a PF apurou, a proteção era bancada pela Viação Campo Belo. Outros nove diretores do sindicato estão com prisão temporária decretada. Se não se apresentarem em cinco dias, a PF pretende pedir prisão preventiva dos sindicalistas. Três promotores e uma equipe de policiais federais iniciaram à 7 horas uma blitz na sede da entidade, na Liberdade, região central. O objetivo da missão é apreender documentos e computadores que ajudem na investigação das denúncias de locaute e crimes de homicídios cometidos por diretores do sindicato.Os policiais recolheram, até agora, material suficiente para encher dois carros. A segurança na sede da entidade, onde estão concentrados pelo menos 30 motoristas e cobradores, é feita por policiais militares.

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