MPL/Divulgação
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São Paulo, Rio e BH têm atos contra aumento da tarifa nesta sexta

Em SP, 1º protesto do ano ocorre de forma pacífica na Lapa; manifestação está marcada para as 17h, na região central

Júlia Marques e Tulio Kruse, O Estado de S. Paulo

08 Janeiro 2016 | 09h00

SÃO PAULO - O Movimento Passe Livre (MPL) convocou protestos para esta sexta-feira, 8, em três capitais do País contra o aumento da tarifa de ônibus, metrô e trem. Em São Paulo, o primeiro ato do ano contra o reajuste travou as ruas da Lapa, na zona oeste, durante a manhã. Por volta das 5h30, cerca de 30 manifestantes fizeram barricadas com fogo em frente à Estação Lapa, que atende a Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e, em seguida, saíram em passeata bloqueando ao menos três importantes ruas da região.

O ato da manhã desta sexta-feira foi uma prévia de uma manifestação maior que deve ocorrer na tarde desta sexta-feira no centro da capital. As manifestações acontecem na véspera do reajuste, que começa a valer neste sábado, 9, e amplia a tarifa de ônibus, metrô e trem de R$ 3,50 para R$ 3,80. O protesto está marcado às 17 horas com saída do Teatro Municipal.

Viaturas da Polícia Militar acompanharam todo o protesto na zona oeste, que bloqueou as Ruas Guaicurus, Nossa Senhora da Lapa e Barão de Jundiaí. Segundo a corporação, o ato foi pacífico e não houve confronto. 

Nas redes sociais, os militantes postaram fotos. Segundo eles, o Terminal Lapa foi "trancado" por volta das 6 horas. "Não vamos deixar a tarifa subir", escreveram. A CPTM não registrou nenhuma ocorrência.

Por causa do bloqueio na Rua Nossa Senhora da Lapa, o Viaduto Comendador Elias Nagibe Breim ficou completamente congestionado no sentido Alto da Lapa, a partir da Avenida Ermano Marchetti. Houve desvio de trânsito em ao menos três ruas do bairro.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o protesto terminou às 7h45 na Rua Guaicurus, em frente à Estação Lapa.

Protestos. O evento no Teatro Municipal foi convocado pelas redes sociais e até as 9h30 desta sexta-feira, 7, tinha 15 mil pessoas confirmadas e 9,6 mil interessadas. O trajeto não foi divulgado pelo grupo. 

Em 30 de dezembro, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciaram o reajuste da tarifa no ônibus, trem e metrô de São Paulo. O aumento será de 8,6%, abaixo da inflação - a previsão do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 10,72%. Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92.

Rio. O Rio de Janeiro também terá ato nesta sexta. Marcado para as 17 horas, o protesto começa na Cinelândia, no centro da cidade. Até a noite desta quinta-feira, 7, 7,1 mil pessoas haviam confirmado presença. Na capital fluminense, a tarifa subiu no último sábado, dia 2, de R$ 3,40 para R$ 3,80, o que representa aumento de 11,7%.

Minas. Em Belo Horizonte, a tarifa passou de R$ 3,40 para R$ 3,70 no último domingo, 3, sofrendo aumento de 8,82%. Foi o terceiro reajuste em um ano. O MPL da capital também convocou um ato para esta sexta-feira. Será às 18 horas com saída da Praça Sete, no centro. No evento, 3,6 mil pessoas confirmaram presença.

Histórico. A última vez que houve aumento no valor das passagens de ônibus, metrô e trem em São Paulo foi em janeiro do ano passado, quando a tarifa subiu de R$ 3 para R$ 3,50, após ter ficado mais de um ano congelada.

Em 2013, uma série de protestos do Movimento Passe Livre (MPL) marcou o anúncio de aumento nas tarifas de transporte público, que, à época, seria de R$ 3 para R$ 3,20, e os dois governos resolveram recuar. Na ocasião, Haddad também resolveu contratar uma auditoria para analisar o sistema municipal de transporte e avaliar o reajuste necessário.

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