São Paulo ainda corre risco de desabastecimento de água

Sem alternativa de aplicação imediata e com escassez de água no Sistema Cantareira, o risco de desabastecimento na grande São Paulo e na região de Campinas este ano é alto, conforme a Sabesp. Hoje, o Cantareira estava com 21,7% de sua capacidade, quase metade do índice atingido no mesmo dia do ano passado, de 41,5% de reserva. "Hoje nós temos uma situação de cobertor curto para as duas regiões", disse em Indaiatuba o governador Geraldo Alckmin. Alckmin participou da 67a Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 - da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),que tratou também da questão da água, tema da Campanha da Fraternidade deste ano. A reunião ocorreu às vésperas daassinatura de outorga de administração do Sistema Cantareira, que abastece 55% da população de 18 milhões de pessoas dagrande São Paulo e milhões de moradores da região de Campinas. "Eu acredito que para encher bem a represa nós vamos levar duas chuvas, quer dizer, dois verões. Mas já começam a funcionar, ano que vem,? os dois novos reservatórios construídos na região de Mogi das Cruzes e de Salesópolis dentro do Sistema Alto Tietê, disse o governador referindo-se aos reservatórios que aumentarão a oferta em 6 metros cúbicos por segundo, quase 8% da produção de 77 metros cúbicos porsegundo na grande São Paulo. Entretanto, "São Paulo depende do Sistema Cantareira", resumiu o governador. "Não dá para imaginar a grande São Paulo sem o Cantareira", definiu a Assessoria de Imprensa da Sabesp. As medidas, indicou o governador, pretendem apenas aliviar o sistemaCom pouca água e previsão de estiagem que deve se estender de junho a outubro, a única forma de reduzir o risco dedesabastecimento é diminuir o consumo, conforme o governador. A Sabesp informou que trabalha com avaliações dia a dia, mêsa mês e não pode antecipar racionamento. Em junho, garantiu, ele não ocorrerá. Mas não pode ser descartado nos mesesseguintes.

Agencia Estado,

02 de junho de 2004 | 18h22

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