São Paulo chega aos 11 milhões de habitantes

População do País já é de 191.480.630 de pessoas e poderá atingir a marca de 200 milhões em 2014

FÁBIO MAZZITELLI, LEANDRO CALIXTO, NAIANA OSCAR e VITOR SORANO, O Estadao de S.Paulo

15 Agosto 2009 | 00h00

No último ano, a cidade de São Paulo ganhou 47.344 moradores e ultrapassou, em 2009, a barreira dos 11 milhões de habitantes, segundo as estimativas das populações dos municípios brasileiros, divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o País tem agora 191.480. 630 habitantes nos 5.565 municípios. No levantamento do ano passado, a população total estimada era de 189.612.814 pessoas. Nesse ritmo, no primeiro semestre de 2014 o Brasil passará dos 200 milhões. A estimativa do instituto leva em consideração as taxas de natalidade, mortalidade e migração. Oficialmente, agora, a capital paulista tem 11.037.593 moradores, um acréscimo de 0,43% em relação aos números do ano passado, e segue como o maior município do País, com 4,8 milhões de pessoas a mais que o Rio, a segunda cidade brasileira em população (mais informações nesta página). No mundo, sem contar dados de regiões metropolitanas como um todo, São Paulo é a sexta maior cidade, atrás de Mumbai (Índia), Xangai (China), Karachi (Paquistão), Deli (Índia) e Istambul (Turquia), respectivamente. Todas elas já tinham atingido os 11 milhões de habitantes. Os números do gigantismo da metrópole se destacam ainda mais quando se compara a cidade com os países da Europa ou da América do Sul: São Paulo é maior que 35 dos 45 países europeus, que 5 dos 12 sul-americanos e que 13 dos 14 da Oceania. Existem, por nascimento ou adoção, mais paulistanos que habitantes de Portugal, Bélgica, República Checa, Bolívia, Paraguai, Hungria, Suíça, Bulgária, Israel e Áustria. Atrás dos 11 milhões da metrópole, por outro lado, existem problemas que atravessam décadas de crescimento populacional, como a má distribuição de serviços públicos e dificuldades na mobilidade urbana. "Assim como o Brasil, São Paulo apresenta grandes desigualdades sociais. Não somente em termos de renda e riqueza, como de urbanização e equipamentos públicos. A maioria dos serviços se concentra em poucas das 31 subprefeituras da cidade", diz Maurício Broinizi, coordenador executivo do Movimento Nossa São Paulo, que acompanha as políticas públicas da capital. O coordenador do Nossa São Paulo aponta investimentos no transporte público, ou a falta deles, como um dos principais desafios a ser enfrentados na capital paulista, mesmo ponto abordado pelo arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, secretário de Planejamento Urbano na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy. "Hoje, um terço da cidade anda de transporte público, um terço a pé e um terço de veículos privados. Nessa divisão modal, tem de diminuir a participação do transporte privado e aumentar o público", aponta o ex-secretário de Planejamento Urbano. Já o atual secretário Miguel Bucalem afirma que a Prefeitura tem planos para povoar áreas centrais menos adensadas e, em outra frente, pretende criar condições para que a população da periferia consiga emprego mais perto de onde mora, por operações urbanas. TREM-BALA Uma das principais alternativas para a mobilidade dos paulistanos e da Região Metropolitana como um todo, segundo Wilheim, passa pelo trem-bala, em projeto que ligaria São Paulo ao Rio, passando por cidades paulistas com mais de 1 milhão de habitantes, como Guarulhos (1,3 milhão) e Campinas (1 milhão). Essas duas cidades, aliás, se mantém como os municípios mais populosos do Brasil que não são capitais de Estados, de acordo com o IBGE. O Estado de São Paulo tem cinco das cidades mais populosas fora das capitais, quatro delas na região metropolitana - além de Guarulhos, estão no grupo São Bernardo do Campo (810 mil pessoas), Osasco (718 mil) e Santo André (673 mil). "O trem de alta velocidade que está sendo projetado é importantíssimo. Claro que leva tempo para construir. Mas falo isso há 15 anos. Se já tivessem começado uma obra dessas, estaria funcionando", afirma Jorge Wilheim, imaginando um trem-bala que ligasse Campinas a Santos e Sorocaba a São José dos Campos, eixo que limita as cidades-dormitório que gravitam em torno da capital.

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