São Paulo começa a testar bilhete magnético

A Secretaria Municipal de Transportes lançou nesta segunda-feira o projeto piloto do sistema de bilhetes magnéticos, que foram distribuídos a 50 idosos. O teste fornecerá subsídios para a adoção do bilhete integrado na cidade, permitindo que, no futuro, qualquer passageiro troque de ônibus sem precisar pagar nova tarifa.O cronograma da secretaria prevê que o sistema esteja funcionado em março. Nas próximas semanas, outros idosos cadastrados nas administrações regionais do município devem receber o passe.Eles continuam a ter direito aos assentos reservados na parte da frente dos veículos, mas também poderão utilizar outros bancos depois de passarem pela catraca. Segundo o secretário de Transportes, Carlos Zarattini, os próximos a utilizarem o serviço serão os estudantes. Como última etapa do projeto, o bilhete eletrônico será distribuído aos trabalhadores que tiverem direito ao vale-transporte. "Essa primeira etapa vai durar seis meses e servirá para avaliar seu funcionamento prático e adaptar as pessoas às mudanças do serviço." Atualmente, informa o secretário, apenas 40% dos ônibus da capital possuem catracas, mas até março do próximo ano o restante da frota paulistana terá o equipamento. "Só então serão postos à venda os bilhetes para o público." Além dos ônibus, os lotações legalizados vão operar pelo sistema integrado. De acordo com Zaratinni, a modalidade vai permitir que o passageiro opte por três tipos de serviço. "As pessoas poderão comprar o bilhete local para andar em seu bairro ou na sua região. No integrado, o passageiro vai poder trocar de ônibus. Já no temporário é possível, no prazo de duas horas, utilizar quantas conduções forem necessárias." Ainda segundo o secretário, o novo sistema a ser adotado na capital vai permitir no futuro integração com os sistemas de metrô e trem. "Não haverá problemas técnicos porque optamos pelo serviço já pensando numa futura integração."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.