São Paulo deve ganhar 800 relógios digitais

Equipamentos terão, em tempo real, até informações de acidentes

Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

17 Julho 2009 | 00h00

Com um ano de atraso em relação aos planos iniciais do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) vai lançar licitação para instalação e manutenção de até 1 mil relógios digitais distribuídos pela capital. Hoje, são 330 relógios de rua, instalados principalmente no centro expandido - a partir da nova licitação, a expectativa da Emurb é que o número de equipamentos suba para cerca de 800. Os novos relógios devem ser instalados, preferencialmente, na periferia. "Hoje, os relógios abrangem somente o ?filé mignon? da cidade. O principal objetivo é atingir também a periferia, em vias arteriais e estruturais que levam ao centro. Mooca, Tatuapé, Aricanduva, Parelheiros, os relógios serão instalados em locais onde hoje não existem", disse Regina Monteiro, diretora de Projetos, Meio Ambiente e Paisagem Urbana da Emurb. O edital de licitação deve ser lançado em até 10 dias e a expectativa é que os primeiros aparelhos sejam instalados em novembro. A gestão da concessão e fiscalização do serviço de instalação e posterior manutenção dos relógios - que terá duração de até 20 anos - ficará a cargo da Emurb, segundo decreto de Kassab publicado ontem no Diário Oficial da Cidade. Todos os 330 relógios analógicos serão substituídos pelo novo modelo. "As empresas vão apresentar número e local de instalação que achem plausíveis, nós apresentaremos nossos estudos e, ao fim do processo de licitação, saberemos exatamente quantos serão e os locais de instalação", disse Regina. A exemplo do que já ocorre nos relógios analógicos de rua, a exploração publicitária nos equipamentos será permitida, com um painel em cada face do relógio. Hoje, são cobrados mensalmente cerca de R$ 700 para exploração publicitária - um total de cerca de R$ 2,7 milhões por ano. Com os novos equipamentos, a arrecadação deve subir para cerca de R$ 6,7 milhões por ano. TEMPO REAL Além de marcação sincronizada do horário, indicação de temperatura e níveis de poluição do ar, os relógios vão veicular informações sobre a ocorrência de acidentes de trânsito e outros "fatos de interesse da cidade", em painéis digitais. "Os locais de instalação serão escolhidos estrategicamente também, para que o motorista veja, por exemplo, que há um acidente à frente e consiga ter a opção de desviar", explicou Regina. "Serão os primeiros equipamentos georreferenciados da cidade, com GPS, o que permitirá à central enviar a informação de um acidente para os relógios que estiverem mais próximos." Em cada relógio haverá uma câmera de monitoramento remoto, ligada a uma central e em rede com a CET, PM e Guarda Civil Municipal (GCM). O decreto prevê que, ao final do contrato de concessão, os equipamentos sejam incorporados ao patrimônio do município. COLABOROU DIEGO ZANCHETTA

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