São Paulo e Minas podem assegurar o futuro da oposição

A rodada de pesquisas Ibope/Estado/TV Globo mostra a consolidação da vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra. Mas, para a oposição, a boa notícia vem das campanhas estaduais. A reação de Antônio Anastasia, liderando em Minas Gerais, e a vantagem de Geraldo Alckmin em São Paulo garantem perspectiva de futuro para o PSDB.

Análise: Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

A vitória nos dois maiores colégios eleitorais do País dará munição política suficiente para que os tucanos tentem uma reorganização em torno do ex-governador de Minas Aécio Neves, padrinho da candidatura de Anastasia, e do próprio Alckmin.

Antes dessa última rodada de pesquisas, esse cenário era incerto. Anastasia patinava na campanha e perdia para Hélio Costa, do PMDB, candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo liderando com folga na corrida para o Senado, Aécio precisa eleger Anastasia para manter o controle do governo mineiro. Com a virada apontada pela pesquisa, Aécio retoma o prestígio que corria risco.

Alckmin não precisou virar as pesquisas. Sempre liderou a corrida pelo governo de São Paulo. A novidade é que está conseguindo manter boa vantagem apesar de o próprio Lula ter aumentado sua presença em São Paulo para alavancar Mercadante.

Para os tucanos, as duas vitórias passam a ser fundamentais. Se confirmadas, produzem a espinha dorsal para que a oposição comece a montar sua estratégia para 2014.

É JORNALISTA DO "ESTADO"

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