São Paulo Reclama:

Gasta-se muito tempo com candidatos que não preenchem os requisitos de visto

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 05h14

Visto de entrada nos EUA Estou horrorizada com o tratamento dispensado a quem vai ao Consulado Americano para tentar obter visto de entrada nos EUA. As filas são enormes, as pessoas esperam horas (em alguns casos, 4 ou mais). E isso para uma entrevista de 5 a 10 minutos para, na maioria das vezes, receber um ''''não'''' como resposta, sem avaliação da documentação do requerente. Faltam respeito e delicadeza. DISLAINE SIQUEIRA SPENGLER Santa Cruz do Sul/RS O Consulado responde: ''''As filas estão mais longas porque queremos acomodar maior número de pessoas com urgência de viajar para os EUA. Entre acomodar filas mais longas ou aumentar o tempo de espera, optamos por atender filas maiores, no limite de nossa capacidade. O Departamento de Estado reconhece a importância do Brasil e autorizou a contratação de mais pessoal para fazer frente a essa alta demanda. Trouxemos mais funcionários de outros consulados no exterior e contratamos mais mão-de-obra qualificada no Brasil. Além disso, o interessado agora pode pedir o visto em qualquer consulado americano no Brasil, independentemente do seu local de residência. Acrescento que o tempo que gastamos atendendo solicitantes que preenchem as exigências é mínimo, em comparação com o tempo gasto em atender pessoas que não satisfazem os requisitos e acabam tendo o pedido de visto recusado. A taxa de aprovação de pedidos de visto é de quase 90%.'''' LISA HELLING Diretora da seção de Imprensa, Educação e Cultura do Consulado Geral dos Estados Unidos/São Paulo Carta 18.948 Elas só pedem compaixão Passo diariamente pelas Avenidas Dr. Arnaldo e Paulista, e há anos vejo grupos de moradores de rua que ''''residem'''' embaixo do viaduto que liga as duas avenidas. O problema já é antigo. Há algum tempo a Prefeitura fechou uma parte do vão livre nos dois sentidos, mas isso não resolveu o problema, pois eles mudaram de local e foram para o vão do viaduto que liga a Consolação à Dr. Arnaldo. Toda a extensão do viaduto é suja, tenho até medo de parar no farol da Paulista. Já vi, várias vezes, viaturas da polícia na região, mas nunca os vejo fazer alguma coisa. O prefeito Kassab encrencou com as placas de propaganda nas ruas, aplicou multas e obrigou o comércio a arrancar as placas por poluírem o visual da cidade. O que incomoda mais: uma propaganda na rua ou conviver com essa cena todos os dias? ALESSANDRA ZACCARI FORTUNA Capital A Prefeitura responde: ''''As assistentes sociais da Sub Sé abordam diariamente essas pessoas e as encaminham para as opções de atendimento da Prefeitura, mas elas infelizmente voltam às ruas, principalmente por causa da renda obtida com esmola nos semáforos. Por causa do inverno, intensificamos as ações da Assistência Social da subprefeitura, em parceria com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, não só para atender essas pessoas, mas toda a área central. Ao todo, 173 agentes atendem, dia e noite, nos 7 dias da semana, os moradores de rua do Centro, encaminhando-os a um dos 35 albergues, às 5 casas de acolhida da cidade ou ao Hotel Social, onde podem dormir, se alimentar e tomar banho. Esse é um trabalho contínuo, porque muitos não aceitam as opções; ou, se concordam, acabam voltando às ruas. Não podemos obrigá-los a sair da rua (não temos poder de polícia). A Prefeitura, com o Instituto de Psiquiatria do HC, criou o Programa Equilíbrio, com tratamento qualificado para crianças e adolescentes em situação de rua e para quem está em abrigos e centros de referência. A recuperação inclui atividades didáticas, esportivas, culturais e psiquiátricas, além do envolvimento das famílias e tratamento químico.'''' ANDREA MATARAZZO Secretário das Subprefeituras Carta 18.949 Igrejas e bares Em ref. à crítica do sr. Shu En Ling (14/7, Mais bares barulhentos), a conclusão é que não adianta reclamar, já que a fiscalização ou inexiste ou é inútil. Já perdi a conta de quantas vezes reclamei do l barulho feito uma dezena de bares clandestinos e igrejas evangélicas instalados entre as Ruas Francisco Tomás de Carvalho, Ernest Renan, Antônio Júlio dos Santos e João Avelino Pinho Mellão, Morumbi. Tudo em vão. O barulho dos ''''pastores'''', fiéis e freqüentadores dos locais, muitos com música ao vivo, continua firme, forte e imune à regulamentação. Infelizmente, esta é a triste realidade da cidade. O pobre cidadão, que só quer sossego, continua desamparado. FRANCISCO ANTÔNIO BIANCO NETO Morumbi

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