São Paulo tem 41% da população estressada

A máxima de que São Paulo não pode parar tem que ser repensada urgentemente, já que 41% da sua população economicamente ativa é composta por pessoas estressadas e 54% reconhecem ter um pique de vida acelerado. Este é o resultado da mais recente pesquisa Flash de Comportamento da empresa H2R sobre o Equilíbrio Físico e Mental dos paulistanos, que ouviu 452 pessoas durante o mês de fevereiro.Os resultados, divulgados com exclusividade pela Agência Estado, mostram que "a jornada dupla de trabalho, no caso das mulheres, e a batalha pelo sustento têm levado ao estress". A pesquisa comprovou que 59% dos entrevistados identificam-se com a palavra "equilibrado" e 41% com "estressado". As mulheres, com dupla e tripla jornada de trabalho, são mais estressadas que os homens: 55% são estressadas enquanto 47%, equilibradas. Dos homens, 45% são estressados e 53%, equilibrados.Por serem mais abastadas, as classes A e B sofrem menos com o estresse, com 37% de equilibrados e 28% de estressados. Já a classe C, por ser a que mais precisa lutar pelo seu sustento, mostrou-se a mais estressada, com 34% de equilibrados e 42% de estressados. A classe D também revelou-se estressada, com 29% de equilibrados e 31% de estressados.A pesquisa mostrou que à medida que a idade aumenta e crescem as responsabilidades as pessoas vão se considerando mais estressadas. Os mais jovens são os mais equilibrados; os que têm entre 18 e 25 anos mostram-se um pouco mais equilibrados; e dos 35 aos 50 anos, onde a responsabilidade é mais acentuada, 24% são equilibrados e 29% são estressados.Os critérios utilizados pela pesquisa para considerar os entrevistados equilibrados foram: 45% se dizem calmos ou tranqüilos; 18% não esquentam a cabeça à toa; 14% se controlam; 13% não têm com que se preocupar; 8% vivem em paz com o mundo; 7% são otimistas e têm bom humor; 6% se preocupam em levar uma vida tranqüila; 5% vivem bem com todas as pessoas; 4% reconhecem que nervosismo não resolve nada; 3% não se consideram loucos; 3% acreditam ter a vida que pediram a Deus; e outros somam 4%.Já as razões para os entrevistados se considerarem estressados foram: 24% disseram que o trabalho exige muito deles; 21% declararam ter um dia-a-dia muito estressante; 20% são muito nervosos; 12% pensam que tudo irrita; 11% acham que não ganham o suficiente para o sustento; 11% têm muitos problemas familiares; 10% estão desempregados; 7% cuidam da casa e dos filhos; 5% trabalham fora e também cuidam da casa; e outros, 3%.Dos entrevistados, 58% declaram fazer alguma coisa para cuidar do seu equilíbrio físico e mental, dos quais 54% dos homens entrevistados parecem estar mais preocupados em cuidar de si, contra 46% das mulheres. Com relação a classe econômica, as classes A/B (37%) e C (37%) são as que mais fazem algo para manter o seu equilíbrio. Já 34% dos entrevistados da classe D não fazem nada.Os solteiros cuidam mais do seu equilíbrio (62%) do que os casados (41%). Os que fazem alguma coisa na classe C para manter o equilíbrio buscam o seguinte: 5% vão a clubes; 5% saem para dançar; 4% saem para passear; 4% lêem a bíblia; 3% fazem meditação; 3% procuram esquecer os problemas; 3% conversam com os amigos; 3% fazem yoga ou tai chi chuan; 3% fazem relaxamento, e outras atividades somam 7%.

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