São Paulo tem 5 áreas de exposições, mas já falta espaço

Com o crescimento no setor de feiras de negócios - a expectativa é de que São Paulo ganhe R$ 2,4 bilhões com os 93 eventos programados para 2007 - começa a faltar espaço para sediar os encontros. Conforme dados da União Brasileira dos Promotores de Feira (Ubrafe), serão R$ 700 milhões em locação de áreas para exposição.Os cinco principais locais de exposições de São Paulo - Anhembi, Imigrantes, Expo Center Norte, Transamérica Expo Center e ITM Expo - reservam, juntos, uma área de 250 mil metros quadrados para eventos. Até a década de 1990, existia apenas o Anhembi, com 76 mil metros quadrados. ?O surgimento dos novos espaços foi decisivo para a expansão do setor?, diz José Rafael Guagliardi, presidente da Alcântara Machado.Desde que foram construídos, o movimento das feiras em São Paulo não pára de crescer. Entre 1992 e 2007, houve um acréscimo de mais de 250% no total de feiras na cidade, passando de 25 para 93. ?Mas o gargalo ainda é grande. Se construíssemos um grande centro, nos moldes internacionais, as feiras da capital poderiam injetar pelo menos R$ 8 bilhões a mais?, estima o presidente executivo de eventos do setor de alimentação e bebidas (Fispal), Flavio Correa.Apesar de ser o principal centro de feiras de negócios da América Latina, São Paulo fica atrás de cidades que apostam pesado no setor. Em 2006, a Feira de Milão, na Itália, investiu US$ 700 milhões para construir um moderno pavilhão de 450 mil metros quadrados. A mesma metragem tem o pavilhão de Frankfurt, um dos principais centros de negócios da Europa. ?São investimentos que potencializam a economia?, diz o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho. Com espaço restrito, algumas feiras se desdobram em eventos secundários, que dividem o público e diminuem a atratividade. ?Algumas feiras importantes, como a da Indústria da Construção, a Couromoda, a Francal e o Salão do Automóvel já estão sufocadas.?Para enfrentar o problema, a atual gestão municipal negocia com o governo federal a concessão de uma parte do Campo de Marte para ampliar o Anhembi, que passaria de uma área de 76 mil metros quadrados para 150 mil. O investimento viria por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). ?Seria um pavilhão de respeito, nos mesmos padrões que os pavilhões de grandes centros internacionais.?Carvalho diz que as negociações estão adiantadas. O prefeito Gilberto Kassab conversou há 15 dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o agendamento de outra reunião com o prefeito em fevereiro. ?As negociações com a Aeronáutica e a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), que cederão o terreno, estão adiantadas.?

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