São Paulo tem nova onda de rebeliões

Uma nova onda de rebeliões começou na tarde desta segunda-feira nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) de São Paulo. Revoltas simultâneas ocorreram na capital, Taubaté, Osasco e Diadema, envolvendo 3.722 presos, que fizeram 15 funcionários reféns - só um foi solto. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) desconfia de uma ação coordenada por presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a exemplo do que ocorreu na semana passada, quando oito rebeliões deixaram nove mortos no Estado.Às 21 horas, apenas uma das rebeliões havia acabado, a de Taubaté. A direção do presídio chamou a Polícia Militar, que entrou no estabelecimento com capacetes, escudos e cassetetes. Os policiais ajudaram os carcereiros a recolocar os rebelados dentro das celas. Os presos disseram à direção do presídio que o motim era um protesto contra a lotação do CDP - com capacidade para 750 homens, ele abrigava hoje 1.324 detentos.Na mesma hora em que o levante começou em Taubaté, às 15 horas, os presos do CDP 1 de Pinheiros, na zona oeste da capital, iniciaram a rebelião. Fizeram três agentes penitenciários reféns e começaram a destruir a unidade. A Tropa de Choque cercou o presídio. A direção da unidade tentava negociar com os rebelados.Duas horas depois, era a vez dos CDPs Diadema e Osasco 2. Os presos de Osasco fizeram quatro agentes reféns. Ali estavam amotinados 1.206 detentos - o lugar foi construído com 768 vagas. Não houve fuga e os presos, de acordo com a SAP, não tinham nenhuma reivindicação. O mesmo ocorria em Diadema, onde a cadeia é vertical. Ela era a única sublevada em que o número de presos (383) era menor do que a capacidade (576). Os rebelados fizeram oito reféns, mas libertaram um.E ainda subiu para 9 o número de mortos no motim que destruiu a Cadeia Pública de Jundiaí semana passada. Dois detentos internados com intoxicação pela fumaça morreram entre sábado e esta segunda. (Colaborou Simone Menocchi)

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