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São Paulo tem tarifa mais cara entre nove capitais

Levantamento feito em nove capitais e no Distrito Federal mostra que a tarifa de ônibus em São Paulo é a mais cara (R$ 1,40) e de Belém, a mais em conta (R$ 0,85). Pela pesquisa, depois de São Paulo vem Curitiba (R$ 1,35), passando por Brasília (R$ 1,30) e Belo Horizonte (R$ 1,15). "Como admitir São Paulo cobrar uma tarifa cara e oferecer um serviço tão ruim?", questiona o vereador Ricardo Montoro (PSDB), autor do levantamento. "É algo que essa administração, após quase 17 meses de governo, precisa explicar."As cidades do Rio e de Porto Alegre, administrada pelo PT, cobram R$ 1,10 pela passagem. Já Salvador e Fortaleza cobram R$ 1,00. Além disso, dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) aponta São Paulo como uma das cidades que têm a frota de ônibus mais antiga do País - 6,4 anos.A tarifa em São Paulo, que era de R$ 1,15, aumentou porque a Prefeitura alegou que não poderia pagar mais o subsídiuo para as empresas de ônibus. Na época do anúncio dos atuais R$ 1,40, além da reclamação da população, a Força Sindical e o Sindicato dos Metalúrgicos entraram com pedido de liminar na Justiça para que a tarifa fosse reduzida. A Justiça negou o pedido.Tarifa caraO secretário municipal dos Transportes, Carlos Zarattini, reconhece que a tarifa na cidade é cara, mas alega que não é a que tem o preço mais elevado no País. "É menor do que em outras cidades", disse. Segundo ele, Diadema, Guarulhos e Santo André também cobram R$ 1,40 e 80% das linhas intermunicipais cobram mais que São Paulo. "A linha de trólebus do ABCD custa R$ 1,60 e a nossa é R$ 1,40", ataca. "Acho a tarifa cara para a população, mas São Paulo é muito grande e isso eleva os custos."De acordo com Zarattini, o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), autorizou os empresários a colocarem ar-condicionado nos ônibus e aumentarem o valor da passagem. "Tem passagem de R$ 1,10, mas os empresários estão instalando um kit de ar-condicionado e cobrando de R$ 1,30 a R$ 1,90", disse.Sobre a frota, ele afirma que os ônibus estão velhos, mas isso é um reflexo da gestão do ex-prefeito Celso Pitta (PSL), que deixou uma frota com idade média de oito anos. De acordo com Zarattini, já está na fase final o projeto para a cobrança de tarifa diferenciada. Um dos projetos prevê a criação de linhas locais, que percorrerão trajetos mais curtos. "Assim, será possível cobrar menos", disse. O outro tipo de linha é a estrutural, que terá trajetos longos.

Agencia Estado,

20 de maio de 2002 | 21h35

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