São Paulo tem vários depósitos clandestinos, dizem camelôs

A região da rua 25 de Março, no centro de São Paulo, tem outros prédios que servem como depósitos de mercadorias ilícitas, além dos dois prédios que na quinta-feira foram alvo da blitz de uma força-tarefa composta por vários órgãos públicos. A revelação foi feita nesta sexta-feira por camelôs da rua 25 de Março. Sem se identificarem, eles acrescentaram que outras regiões da cidade também têm prédios usados para a mesma finalidade.No entanto, os camelôs se negaram a dizer onde ficam os prédios na região da 25 de Março. Para driblar a insistência da reportagem, eles afirmaram que não sabiam os endereços. Apesar disso, o fato de admitirem a existência de outros prédios usados como depósitos confirma suspeitas da força-tarefa, que investiga outros possíveis locais de armazenamento nas regiões das administrações regionais da Sé, Lapa, Pinheiros e Santo Amaro.Os prédios que foram alvos da blitz da força-tarefa ficam nos números 242 da rua Carlos de Souza Nazareth e 449 da rua Barão de Duprat. Chegou a US$ 1 milhão a estimativa do valor dos produtos contrabandeados falsificados ou sem nota fiscal apreendidos na blitz. Na semana que vem, fiscais da Receita Federal e da Secretaria de Estado da Fazenda vão decidir o destino das mercadorias.Hoje, foi registrado um princípio de tumulto quando fiscais da regional da Sé tentavam abordar camelôs na rua São Bento. Houve correria. Para evitar maior confusão, os fiscais se retiraram. A rua 25 de Março voltou ao normal, mas a blitz da força-tarefa afetou uma parte dos camelôs.Eles avaliaram que pelo menos 10% dos ambulantes ficaram sem trabalhar hoje, porque não tinham mercadorias e pelo medo de nova blitz da força-tarefa. Mas não têm estimativa de números absolutos que comprovem o porcentual. A regional da Sé não essa avaliação.Alguns lojistas notaram também a queda nas vendas e na circulação de pessoas na 25 de Março. ?A queda nas vendas foi de 30%?, disse Fábio Dias, de 48 anos, sobre o movimento da loja onde trabalha. O taxista Antônio Bulhões, de 44 anos, que faz oito a dez viagens por dia com saídas da 25 de Março, fez hoje apenas seis corridas. ?Hoje está uma tristeza?, disse.Pessoas que compravam hoje na 25 de Março negaram que estivessem com medo, após o tumulto do dia anterior. ?Estou achando calmo?, disse a dona de casa Marta de Souza, de 35 anos, que circulava na 25 de Março no fim da tarde.

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