São Paulo teve 32 ônibus destruídos desde segunda-feira

A cidade de São Paulo teve 32 ônibus atacados desde a madrugada de segunda-feira, 7, segundo o último balanço da São Paulo Transportes (SPTrans), empresa que administra o transporte coletivo na capital paulista. No início da madrugada desta quarta-feira, 9, homens invadiram um ônibus da Viação Transpasss, próximo à Cohab Jardim Educandário, na zona oeste da capital. Os passageiros, motorista e cobrador foram obrigados a descer do veículo que fazia a linha 7454 (Terminal Princesa Isabel/Jd.João Paulo VI) e o coletivo foi incendiado por um coquetel molotov. Por volta da 0h45, na região de Itaquera, zona leste paulistana, um coquetel molotov foi atirado contra um ônibus da Viação Himalaia, mas não chegou a explodir. Apenas alguns vidros do coletivo foram danificados. Mesmo com o ataque ao ônibus, todo o transporte coletivo da cidade opera normalmente. Um novo período de ataques atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) voltou a atingir o Estado de São Paulo esta semana. Até o fim da tarde de terça-feira, 8, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) contabilizou 144 alvos atacados desde o início dos atentados, por volta das 23 horas de Domingo. O balanço da secretaria era de 28 presos e 5 mortos. Também foram apreendidos armamentos. Entre os presos, 18 têm ficha criminal por motivos diversos (12 possuem alguma ligação com o PCC). Cinco criminosos morreram em confronto: 4 com a polícia e 1 com a Guarda Municipal de Cotia. A polícia prendeu, na manhã de terça, dez pessoas ligadas ao PCC e acusadas por tráfico e formação de quadrilha, em Itaquaquecetuba.Apesar de temer pela segurança, o paulistano não enfrentou grandes problemas com o transporte público na manhã de terça e desta quarta. Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes, policiais à paisana nos coletivos colaboraram na retomada do serviço.Sobre atrasos e retirada de circulação de veículos, a secretaria informou que os operadores identificados serão submetidos às punições previstas nos contratos. O prefeito Gilberto Kassab solicitou à Secretaria de Transportes um esquema de emergência para repor as ausências. "Espero que as empresas não repitam isso, não admitiremos uma segunda vez", afirmou. Entre os motivos para a retomada dos ataques atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado de São Paulo, na madrugada de segunda-feira, 7, há a suspeita de ela seja uma retaliação às ações do Ministério Público Estadual (MPE), que interrogou o assaltante Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola na sexta-feira passada, reivindicou à Justiça o seqüestro de dinheiro da facção, e se manifestou contrário à saída temporária dos detentos para a comemoração do Dia dos Pais. (Colaborou: Paulo R. Zulino)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.