São Roque vai filmar quem entra e sai da cidade

Um mês depois do seqüestro e morte do médico e político Armando Giancolli Filho, de 51 anos, a cidade de São Roque, na região de Sorocaba, passará a vigiar quem entra e sai da cidade. Um sistema de câmeras instalado em todos os acessos, ligado à internet e conectado à central de comunicação da Polícia Militar entra em funcionamento no próximo dia 20.Não se trata de investimento público: a iniciativa foi do Instituto Pró-Cidadania, uma organização não governamental que também conseguiu os recursos para colocá-la em prática. Na primeira fase, serão instaladas seis câmeras nas entradas da cidade pelas rodovias Lívio Tagliassachi (acesso à rodovia Castelo Branco) e Raposo Tavares. O sistema vai custar R$ 90 mil, incluindo o acesso à internet por banda larga. Na próxima fase, prevista para o primeiro semestre de 2005, serão instaladas outras 7 câmeras, sendo 2 móveis, na região central.Como o sistema será dimensionado para receber outras 7 câmeras, o custo pode chegar a mais R$ 50 mil. O dinheiro deve sair do caixa do instituto que, há dois anos, vem recebendo contribuições de empresários, comerciantes e profissionais liberais da cidade."Se conseguirmos salvar uma vida terá valido todo esforço", diz o presidente Edynelson Martins. Ele conta que o trabalho para melhorar a segurança a cidade de 65 mil habitantes foi iniciado bem antes da morte do médico, que era também vice-prefeito de Ibiúna, cidade da região.Martins conta que o sistema desenvolvido em São Roque é o primeiro interligado à internet. A expectativa é de grande redução no número de crimes. O Pró-Cidadania trabalha em parceria com a prefeitura e os órgãos policiais, segundo Martins. A ong investiu outros R$ 50 mil na construção de um prédio para a Delegacia de Trânsito, reformou e informatizou a Delegacia de Polícia e assumiu a manutenção das viaturas policiais.

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