São só 'sugestões', afirmam governo e secretários

A Casa Civil afirmou que "não existem emendas parlamentares de deputados federais ao Orçamento do Estado". "O que existe é uma dotação orçamentária destinada a convênios oriundos de indicações feitas por deputados estaduais", diz o governo. "Eventuais sugestões feitas por deputados federais são encaminhadas da mesma forma que aquelas apresentadas por prefeitos e associações representativas da sociedade civil."

O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2011 | 03h05

Edson Aparecido confirmou ao Estado as gestões que fez para a liberação de verba para as cidades de Ocauçu e Presidente Venceslau, mas negou que façam parte de uma cota de emendas a que tinha direito. "Eu fiz emendas em Brasília, no Orçamento da União e fiz indicações em São Paulo. As que eu apresentei, a maior parte delas não se concretizou. Como isso só me deu desgaste, o que eu fiz depois foi não pedir mais. Não tem nada de ilegítimo e ilegal", afirmou.

Segundo ele, as gestões pelas cidades fizeram parte de sua atuação parlamentar. "Fiz, como qualquer deputado faz, de encaminhar os pedidos. Mas deputado federal não tem cota".

Julio Semeghini negou que os repasses sejam emendas parlamentares. "Os prefeitos têm pedidos na Casa Civil que eles deixam lá. Eles falam com a gente e pedem para ajudar um ou outro. E a gente encaminha. É um pedido político, é prioritário, o prefeito está dando prioridade. Normalmente funciona assim na Casa Civil." Mas, ainda segundo Julio Semeghini, "não tem uma verba, não tem limite, eu não tenho nada disso, pelo menos eu nunca tive".

Sobre os casos citados na reportagem, o secretário afirma que "são coisas pequenas". "Quando a gente tem um pedido de entidade, a gente encaminha, faz o pedido. Quando tem verba, eles liberam", explicou. / F.G.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.