Sargento da PM morre ao ter moto atingida por motorista embriagado em Jarinu

Motorista fugiu do local sem prestar socorro, mas foi localizado pela polícia em sua residência

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2017 | 16h06

Sorocaba - Um sargento da Polícia Militar morreu depois de ter a moto que pilotava atingida por um carro, na manhã deste domingo, 10 , em uma avenida de Jarinu, interior de São Paulo. O policial, Mateus de Oliveira, de 44 anos, atuava na 3ª Companhia do 26° Batalhão da Polícia Militar, em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, e seguia de moto para o local do trabalho. De acordo com a Polícia Militar, o causador do acidente, Lucas Guilherme Lopes Silva, de 22 anos, estava embriagado. Ele fugiu do local do acidente, mas foi preso.

Conforme a Polícia Civil, os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que o motorista dirigia seu carro, um Vectra, na contramão e acabou colidindo com a moto do sargento num trecho urbano da Estrada Atilio Squizato. O policial morreu na hora. O motorista fugiu do local sem prestar socorro e foi localizado em sua casa, no Jardim Maracanã. Ele teria confessado a ingestão de bebidas alcoólicas e acabou autuado por embriaguez ao volante.

O delegado entendeu que, por ter bebido e dirigido na contramão, ele assumiu o risco de matar, crime considerado de homicídio com dolo eventual. Não foi fixada fiança e o motorista foi levado para a Cadeia Pública de Piracaia. Ele deve ser apresentado para audiência de custódia, no Fórum de Jarinu, provavelmente nesta segunda-feira, 11. Silva não tinha advogado constituído até esta tarde.

Um projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (6) altera o Código de Trânsito Brasileiro, aumentando o rigor para a morte no trânsito por motorista embriagado. A partir de agora, um motorista alcoolizado acusado de homicídio poderá ser preso preventivamente e terá pena de cinco a oito anos de reclusão, mas falta ainda a sanção do presidente Michel Temer (PMDB). Até então, a pena era de dois a quatro anos de prisão.

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