Sargento do Bope e morador da Maré morrem em tiroteio após protesto

Segundo a PM do Rio, as mortes aconteceram quando os policiais tentavam reprimir um arrastão cometido por criminosos que teriam se infiltrado na manifestação

Sergio Torres, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2013 | 09h30

RIO - Um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar (PM) e um morador do complexo de favelas da Maré (zona norte do Rio) morreram na noite de segunda-feira durante tiroteio após manifestação ocorrida na Praça das Nações (Bonsucesso, zona norte). Cinco homens ficaram feridos.

De acordo com a PM, as mortes aconteceram quando os policiais tentavam reprimir um arrastão cometido por criminosos que teriam se infiltrado no protesto.

Ao amanhecer, tropas da PM cercaram o complexo pelos acesso da Avenida Brasil e da Linha Vermelha. Não havia informações sobre novos confrontos entre policiais do Bope, do Batalhão de Choque e da Força Nacional de Segurança e membros de quadrilhas que atuam na Maré.

Os feridos foram levados para o Hospital de Bonsucesso. Segundo a Polícia Civil, todos moram no complexo e não têm antecedentes criminais.

Integrante do Bope, o sargento Ednélson Jernimo dos Santos Silva, de 42 anos, morreu ao ser baleado na cabeça durante confronto na Nova Holanda, uma das favelas do complexo. Momento antes, a PM havia reprimido a ação de assaltantes que atacavam passageiros de veículos presos em engarrafamento na Avenida Brasil.

Os criminosos correram para o complexo, perseguidos pelas tropas. No tiroteio, o policial foi atingido, assim como Eraldo Santos da Silva, de 41 anos. Baleado na cabeça, ele morreu no Hospital de Bonsucesso.

Os feridos foram identificados como Robson Maceió, 40 anos (baleado na barriga); Djalma Pereira da Silva, 53 (na mão esquerda); Cláudio Duarte Rodrigues, 41 (nas nádegas); Vágner de Lima, 35 (região pélvica) e Alexsander de Oliveira, 40 (tórax). Nenhum deles corre risco de morrer, segundo o hospital.

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