Sargento é preso acusado de tráfico de munição

O terceiro sargento pára-quedista do Exército Fábio Barros da Silva, lotado no Batalhão de Infantaria do Rio, na Vila Militar, foi preso na madrugada deste domingo, 4, transportando 4 mil projéteis de armas dos mais diversos calibres. A munição foi descoberta no carro do militar durante blitz da Polícia Rodoviária Federal, na Rodovia Presidente Dutra, por volta das 3h30, na altura da cidade de Penedo. Pela manhã, o sargento foi transferido da delegacia policial de Porto Real para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, onde permanecerá sob a custódia do Exército.Com o sargento foram apreendidas 1 mil balas de fuzil 762; 1.500 de pistola calibre 45, e outras 1.500 de pistola 9 milímetros. Além disso, ele transportava duas miras telescópicas, um relógio Cassio, um drive de 128 MB de memória, um monitor de cristal líquido de 20 polegadas, um robô de brinquedo e uma boneca.O caso foi registrado na delegacia da Polícia Civil em Porto Real. Mas, por se tratar de tráfico internacional de armas, deverá ser encaminhado para a Polícia Federal. InquéritoParalelamente, porém, o Comando Militar do Leste anunciou que será aberto Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar a vida do sargento e a possibilidade de ele já ter cometido crimes militares.O sargento vinha do Paraguai em um Fiat Palio, placa ALZ 1883, alugado no Estado do Paraná. Ao ser parado pelos policiais rodoviários do Posto de Agulhas Negras, na Dutra, apresentou-se como militar do Exército para tentar evitar a revista no carro. A munição estava escondida no forro da porta do Palio. Levado para a delegacia, ele não quis prestar depoimento, alegando que só falará em juízo.Mas os policiais rodoviários que o prenderam ouviram dele que esta foi a segunda viagem que fez transportando munição. Segundo ainda a equipe da PRF, a munição seria entregue a traficantes da facção do Comando Vermelho, no bairro de Vila Kennedy, na zona Oeste da cidade do Rio. Pelo serviço, para o qual ele disse ter sido contratado por um ex-colega de farda do Batalhão de Infantaria na Vila Militar, receberia R$ 4 mil.

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