Sargento que atirou em jovem durante Parada Gay no Rio será indiciado por homicídio

Oficial afirmou que disparo que resultou na morte de rapaz de 19 anos foi acidental; acusado ainda teria tentado ocultar o crime, repondo a cápsula que havia sido disparada

Talita Figueiredo, O Estado de S. Paulo

19 Novembro 2010 | 19h24

RIO - O sargento do Exército Ivanildo Ulisses Gervásio, que confessou ter atirado "acidentalmente" em um rapaz de 19 anos logo depois da Parada Gay em Copacabana, zona sul, vai ser indiciado por homicídio duplamente qualificado. Segundo o delegado Fernando Veloso, titular da 14ª Delegacia de Polícia, mesmo que o disparo tenha sido acidental, o sargento assumiu o risco de produzir o resultado ao manipular a arma no local.

 

A participação do autor do tiro não foi detectada imediatamente pelo Exército, pois o acusado teria tentado ocultar o crime, repondo a cápsula que havia sido disparada. O inquérito da Polícia Civil será concluído na semana que vem. Segundo Veloso, falta ainda apontar no inquérito se o tiro realmente foi acidental, ou proposital com caráter homofóbico.

 

Na quinta-feira, 18, em conversa informal com a polícia, o sargento disse que estava apenas manuseando a arma para intimidar o jovem. Hoje, o delegado tentou ouvir o sargento, mas o militar decidiu que falará apenas em juízo. O sargento está preso por determinação do Exército.

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