Sargento só cumpria ordens, diz advogado

Na primeira defesa pública de seu cliente, acusado de espionagem, o advogado Adriano Marcos Santos Pereira disse ontem que o sargento César Rodrigues de Carvalho acessava dados do Sistema de Consultas Integradas de Segurança Pública do Rio Grande do Sul a mando de suas chefias da Casa Militar.

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2010 | 00h00

O advogado negou que Carvalho extorquisse operadores de caça-níqueis em Canoas e diz esperar que a Justiça acolha, ainda hoje, o pedido de revogação da prisão preventiva do sargento.

O militar está preso no Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, sob acusação de cobrar propinas de contraventores para mantê-los informados de operações policiais. Na mesma investigação, o Ministério Público constatou que Carvalho acessou indevidamente os dados de mais de 30 pessoas, entre as quais o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT), o senador Sérgio Zambiasi (PTB) e a governadora Yeda Crusius (PSDB), além de deputados e delegados. Os acessos tanto poderiam ser para procurar deslizes quanto para avisar aliados de que havia alguma investigação contra eles.

Citado como um dos chefes que teriam requisitado as informações, o tenente-coronel da reserva Frederico Bretschneider Filho nega ter pedido ao sargento qualquer acesso ao sistema.

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