Sarney nega acordão para reabilitar Renan no Senado

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), negou ontem, em nota, que haja um acordo para sua reeleição agora e a volta de Renan Calheiros (PMDB-AL) ao posto, em 2013. Segundo a notícia, divulgada pelo Estado na terça-feira, o Planalto estaria, com seu apoio, compensando o partido pela perda de cargos no setor elétrico.

Tânia Monteiro e Christiane Samarco, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2011 | 00h00

Sarney afirma, na nota, que "não fez qualquer acordo no sentido descrito e jamais participou de conversa telefônica ou reunião em que tal assunto tenha sequer sido levantado".

Para sinalizar que não há conflitos ou briga por espaço entre PT e PMDB, o vice-presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recorreram ontem a brincadeiras. "O ministro da Justiça vai entregar todos os cargos do ministério ao PMDB e eu vou entregar todos os da vice-presidência ao ministro da Justiça", brincou Temer. "Não há guerra", arrematou Cardozo. Pouco depois, já sem o petista, Temer admitiu que tem feito negociações para superar os conflitos. "Mas tudo com calma, para evitar acidentes", explicou.

Na contramão desses esforços, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves (PMDB-RN) afirmou: "O relacionamento não tem sido muito fácil, mas não acredito que vá se agravar". O Estado informou ainda, anteontem, que o ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, assinou 208 nomeações e exonerações para o segundo escalão.

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