Sarney rejeita rotação no comando do Senado

Tanto ele quanto Renan Calheiros, líder do PMDB, alegam que regimento da Casa prevê que a maior bancada assuma presidência

, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2010 | 00h00

BRASÍLIA

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reagiu ontem à proposta do PT de estabelecimento de um rodízio entre os dois partidos nas presidências da Câmara e do Senado. O PMDB defende o revezamento apenas na Câmara dos Deputados. Mas os petistas reivindicam o comando no Senado durante o biênio 2013-2014.

"Essa questão é regimental", comentou Sarney, por meio de sua assessoria de imprensa. A reação do atual presidente do Senado foi semelhante a do líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), que lançou mão do regimento para justificar a manutenção da presidência nas mãos de peemedebistas pelos próximos quatro anos.

Regimento. A partir de 1.º de fevereiro, o PMDB terá 20 senadores, mantendo a maior bancada da Casa. Em seguida, virá o PT, com 14 senadores. Os peemedebistas alegam que o regimento do Senado prevê que a presidência da Casa fique sempre com o maior partido. Renan observou que "só a maioria do Parlamento pode revogar o regimento".

Na Câmara, não há uma regra clara determinando que a Casa tem de ser presidida pelo maior partido. O PT elegeu a maior bancada, com 88 deputados. Em segundo lugar, ficou o PMDB (79 deputados).

A proposta dos petistas é ficar com o comando da Câmara dos Deputados no biênio 2011-2012 e com a presidência do Senado no período de 2013-2014. Já os peemedebistas ficariam com o comando do Senado nos próximos dois anos e com o da Câmara em 2013-2014.

Desde o início da semana, o PT passou a defender um rodízio com o PMDB nas presidências das duas Casas.

Os petistas não aceitam que o revezamento se restrinja apenas ao comando da Câmara e querem um acordo "casado".

A decisão dos petistas de enfrentar o PMDB ganhou força depois de uma reunião da bancada eleita de senadores, na terça-feira. A posição do partido no Senado foi ratificada anteontem, durante reunião da bancada de deputados com o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

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