Wilton Junior/AE
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Sátiras marcam o domingo carioca

Campanhas petista e tucana usaram episódio de objeto que atingiu Serra para provocar

Luciana Nunes Leal, Bruno Boghossian / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2010 | 00h00

O episódio em que José Serra (PSDB) foi atingido por um objeto em uma caminhada na zona oeste do Rio semana passada deu origem a sátiras no domingo de campanha na capital fluminense.

No evento que reuniu Serra e os principais nomes do PSDB na praia de Copacabana, os bonecos gigantes que representavam o candidato tinham curativos na testa. Militantes também distribuíram aos eleitores tucanos capacetes azuis como forma de protesto contra a violência na campanha, com adesivos em que se lia a palavra "paz".

Em uma manifestação pró-Dilma Rousseff (PT), no mesmo bairro, poucas horas depois, um grupo de sambistas também aproveitou o episódio para provocar Serra. O músico Tantinho da Mangueira cantou um partido-alto que compôs para a ocasião: "Deixa de ser enganador / Foi bolinha de papel / Não fere e nem causa dor". "A intenção não é atacar o Serra ou quem quer que seja. É uma sátira feita no improviso", disse.

O evento com sambistas em Copacabana estava previsto para a manhã de ontem, mas os organizadores do "Bloco da Dilma" atenderam ao pedido da direção estadual do PT para evitar choques com o ato tucano.

Durante o discurso de Geraldo Alckmin (PSDB), em um carro de som, uma manifestante que passava pelo local soltou vaias e foi repreendida por uma simpatizante de Serra. As duas discutiram rapidamente, mas não houve confusão.

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