Saudada como campeã, Salgueiro faz desfile impecável

Escola foi a primeira deste ano a ser recebida com gritos de 'é campeã' do público; escola cantou o tambor

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2009 | 00h57

O Salgueiro foi a primeira escola deste carnaval a ser recebida aos gritos de "é campeã" pelos setores populares do sambódromo. E a saudação tinha razão de ser. A agremiação da Tijuca fez um desfile impecável, com fantasias luxuosas e um samba-enredo - sobre o tambor - que empolgou o público. Foi cantado tanto pelas arquibancadas como pelos seus integrantes.   Veja Também:   Fotos do desfile do Salgueiro  Você é o jurado: avalie o desempenho das escolas   Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da folia Especial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP    Saiba como chegar ao sambódromo       Apesar de não ter errado, a escola pode acabar penalizada por um buraco entre a ala tambor primitivo e o carro tambor africano, que ficou evidente em frente à primeira cabine de jurados. O carro ficou retido por um semáforo, posicionado de maneira errada. "As autoridades de trânsito da prefeitura não removeram o sinal. Isso é um absurdo. Podia ter acontecido com qualquer outra escola. O Salgueiro foi a primeira a vir por aquele lado da avenida", reagiu o carnavalesco Renato Lage. "O que importa é que o sambódromo e o Rio de Janeiro - quem sabe o Brasil? - bateram tambor hoje."     Carlinhos Brown foi um dos destaques da Salgueiro, que cantou os tambores. Foto: Wilton Júnior/AE    O Salgueiro lembrou os tambores pelo mundo - como o zarb (árabe), o damaru (indiano), tambores da China e do Japão. Fantasias e carros também mostravam o instrumento no folclore e festejos brasileiros. Apareceu ainda o tambor no rock, no olodum e na timbalada - Carlinhos Brown foi destaque de um dos carros.   No abre-alas, a Intrépida Trupe, que faz performances circenses, simulava tocar tambores (um sistema de alto falante reproduzia o som dos instrumentos). Efeitos especiais, como o rugir de um tigre, também funcionaram bem.   Viviane Araújo à frente da bateria da escola. Ritmistas foram o destaque. Foto: Wilton Júnior/AE    A bateria foi a protagonista deste desfile. Mestre Marcão, que substitui o lendário Mestre Louro à frente dos ritmistas, morto ano passado, imprimiu seu estilo e reverenciou o antigo mestre. Fez dez paradinhas, mesclando ritmos como timbalada, olodum e ijexá (candomblé).   Até a rainha de bateria, Viviane Araújo, pegou nos instrumentos - tocou um tamborim. Em determinado momento, parecia que Viviane e Mestre Marcão tinham trocado de funções - ela desfilando entre os ritmistas. Ele agitava os braços e levantava a plateia. Mestre Louro foi homenageado ainda no último carro. Mestres de baterias de outras agremiações desfilaram na alegoria.

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