Saúde de SC notifica 62 casos suspeitos de leptospirose

Até agora, há suspeita da doença em dez cidades do Estado afetados pelas chuvas e enchentes

Fabiana Marchezi, estadao.com.br

03 de dezembro de 2008 | 15h03

A diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina recebeu notificação de 62 casos suspeitos de leptospirose entre 22 de novembro e 2 de dezembro. De acordo com a secretaria, é considerado com suspeita da doença o indivíduo que apresenta sinais e sintomas de processo infeccioso não específico e agudo (como febre, dor de cabeça e dor nos músculos) e que tenha sido exposto à água ou lama de enchente nos últimos 30 dias anteriores à data de início dos sintomas.  Veja também:95% da água em Blumenau está normalizadaSaiba como ajudar as vítimas das chuvas Chuva inunda ruas em Blumenau e Itajaí4,5 mil seguem sem energia no EstadoSituação de solo não mudou em SC, diz IPTDesvio é feito na principal ligação entre PR e SCIML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina Blog: envie seu relato sobre as chuvas Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas       Os casos suspeitos notificados junto à vigilância até o momento estão divididos entre: Itajaí (16), Blumenau (16), Balneário Camboriú (11), Navegantes (5), Luiz Alves (3), Itapema (3), Jaraguá do Sul (3), Camboriú (2), Ilhota (2) e Penha (1). Só é confirmado um caso suspeito quando o resultado do exame de laboratório se apresentar como reagente para leptospirose, e de acordo com a evolução clínica do indivíduo. Em média, os casos confirmados representam 20% a 30% do total dos casos suspeitos notificados.  Ainda segundo a secretaria, o período de incubação da leptospirose, que é transmitida por roedores domésticos, vai de 1 a 30 dias após o contato com o agente infeccioso, e os sintomas variam desde febre alta, dor de cabeça e dores musculares, até quadros mais graves, podendo ocorrer icterícia (coloração amarelada em pele e mucosas), insuficiência renal, hemorragias e alterações neurológicas que podem levar à morte.  "Ao apresentar alguns destes sintomas, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima", orienta Luis Antonio Silva, diretor de Vigilância Epidemiológica do Estado. Para evitar a contaminação, as populações atingidas pela enchente devem evitar o contato com a lama, pois ela é altamente infectante, e na hora da limpeza usar sempre luvas e botas impermeáveis.

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