Saulo é indicado para missão ''espinhosa''

O governador eleito Geraldo Alckmin cumpriu o script esperado pelos aliados e "reabilitou" o ex-secretário de Segurança Saulo de Castro Abreu Filho ao convidá-lo para tocar a pasta dos Transportes. A nomeação atende a uma escolha pessoal do governador eleito, que o considera um colaborador fiel e um gestor competente.

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2010 | 00h00

A indicação, no entanto, é polêmica. Saulo colecionou desafetos durante os cinco anos à frente da Segurança Pública e foi alvo de denúncias por abuso de poder e desacato. Foi acusado de acionar um grupo de elite da Polícia Civil para desobstruir uma rua quando se dirigia a um restaurante. Também foi denunciado por fazer gestos obscenos e debochar de parlamentares numa audiência na Assembleia. Apesar da ação controversa, Alckmin articulou para lançá-lo pré-candidato à Prefeitura paulistana em 2004 à revelia de quadros tradicionais do PSDB - Serra resolveu disputar, e o plano foi abortado.

Ex-corregedor do Estado e ex-presidente da Febem, Saulo contribuiu discretamente com o plano de governo de Alckmin. Assume com uma missão delicada: negociar com concessionárias de transporte reajuste na taxa de retorno de contratos firmados por Covas-Alckmin em 98. Tarefa complicada e para quem topa uma briga.

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