SC deve ter madrugada de tempestades

O primeiro furacão registrado no Atlântico Sul atua sobre algumas cidades de Santa Catarina e deve ganhar mais força na madrugada deste domingo. Seu núcleo está a 250 quilômetros da costa, mas sua borda já influencia a paisagem nas cidades do sul do Estado e até em Florianópolis, onde o sol da manhã deu lugar a uma tarde nublada e maré mais elevada que o normal. No Cabo de Santa Marta, em Laguna, o vento está próximo dos 90 quilômetros por hora. Em Arroio do Silva, as ondas na praia variam de dois a três metros de altura. A orientação da Defesa Civil é que as pessoas não fiquem nas casas próximas à orla. "Vamos continuar em alerta, porque a trajetória foi alterada e a tendência é que o furacão permaneça sobre Santa Catarina, ao invés de se deslocar para o sul", explica o meteorologista Clovis Correa, do Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos do Estado (Climerh). Segundo ele, informações da Nasa não deixam dúvidas de que se trata mesmo de um furacão da categoria 1, que ganhou o nome de Catarina. O governo do Estado está com 3 mil pessoas em prontidão na região sul para quaisquer emergências, entre bombeiros, policiais militares, técnicos da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e da Companhia de Águas e Saneamento (Casan). Ambulâncias foram encaminhadas para as cidades e uma carta divulgada pelos órgãos de comunicação explicou à população o que está acontecendo e o que fazer caso o furacão atinja a costa com força, trazendo chuvas e ventos fortes, além de ressaca no mar. Em Criciúma, a chuva da manhã e o dia nublado foram conseqüências do furacão: "Mas se a gente não soubesse o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer, esse sábado passaria como um dia normal; vamos esperar para ver o que vem pela madrugada", disse apreensivo o bancário Gláucio Purceno, de 39 anos, morador da cidade. No Iate Clube de Santa Catarina, em Florianópolis, os proprietários retiraram os barcos da água e ainda os amarraram aos reboques, com medo de um possível vendaval, já que a borda do fenômeno deve atingir a Capital.

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