SC pede ações emergenciais para atender desempregados

Secretária de Trabalho diz que apenas aumento no prazo do seguro-desemprego não é suficiente para ajudar

Agência Brasil,

17 de dezembro de 2008 | 16h34

A secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina, Dalva Maria Luca Dias, entregou nesta quarta-feira, 17, ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), em Brasília, um plano emergencial de atenção aos trabalhadores nas regiões afetadas pelas enchentes no Estado. Segundo ela, apenas a extensão do prazo do seguro-desemprego, de cinco para sete meses, não é suficiente para socorrer os desempregados.   Veja também: Câmara aprova MP que libera crédito para Santa Catarina Acusados de furtar doações devem responder por crime militar Saiba como ajudar as vítimas das chuvas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina  Blog: envie seu relato sobre as chuvas  Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas        Entre as principais propostas do plano estão a concessão de bolsa-emprego, por 12 meses, a 5 mil trabalhadores que estão desempregados por conta das chuvas e programas de requalificação para que eles possam voltar ao trabalho nas atividades que vão surgir com a reconstrução das cidades. De acordo com a secretária, os recursos liberados pelo governo federal, por meio de medida provisória, são específicos para infra-estrutura e defesa civil e não abrangem as necessidades específicas do trabalho.   "A MP não contempla o mundo do trabalho e da assistência social. Muitas fábricas foram totalmente destruídas e não terão condições de se reerguer, com isso, milhares de trabalhadores ficarão sem emprego", argumentou a secretária. Ela afirmou que mais de 700 mil pessoas já requisitaram o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em todo o Estado.   Segundo Dalva Maria, cerca de 60 fábricas dos setores têxtil, aço e cerâmica no Vale do Itajaí, região mais atingida pelas chuvas, foram afetadas. No Porto de Itajaí, o maior do Estado, 60% das atividades estão desativadas, o que gera, segundo a secretária, um prejuízo diário de US$ 40 mil.   "Precisamos de mecanismos para acelerar o atendimento [aos desempregados]. A tendência é que ocorra um agravamento da crise social e a litoralização", disse a secretária, referindo-se à possibilidade de que os desempregados do Vale do Itajaí deixem a região em direção a Florianópolis, em busca de oportunidades de trabalho. "Não vai ter emprego para todo mundo [na capital]. Eles vão na ilusão que irão conseguir trabalho, mas não vão", acrescentou.   A secretária agradeceu a solidariedade das pessoas que têm enviado doações para o estado e destacou que o problema não se trata apenas de enchentes. Ela destacou que as fortes chuvas afetaram toda a infra-estrutura das cidades mais atingidas. "Não se tem mais de 100 quilômetros de estradas sem problemas, isso afeta toda a estrutura econômica e social do Estado."

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