Heuler Andrey/Reuters
Heuler Andrey/Reuters

SC: Polícia Federal vai apurar explosão

Mais de 43 horas após incêndio que causou nuvem química, ação ainda é de contenção

Lisandra Paraguassú e Tomás M. Petersen, Especial para o Estado

26 Setembro 2013 | 22h49

Atualizado às 11h30 de 17/9/2013

A presidente Dilma Rousseff pediu à Polícia Federal (PF) que abra investigação do acidente em um depósito de fertilizantes em São Francisco do Sul (SC). Mais de 43 horas depois do início do incêndio na cidade portuária, os bombeiros ainda tentavam controlar a densa fumaça.

Dilma ouviu na manhã de quinta-feira, 26, no Palácio da Alvorada, um relato sobre a explosão da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Na terça-feira, 24, a catarinense fez um sobrevoo na área da explosão.

A presidente mostrou preocupação com o caso e com a extensão dos danos provocados e sugeriu a ação da PF. Na sequência, telefonou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pediu a investigação.

De acordo com a Secretaria de Relações Institucionais, a ministra Ideli também conversou com a presidente da Petrobrás, Graça Foster, que colocou à disposição da prefeitura funcionários e equipamentos especializados para contenção de acidentes. "Estamos atentos e fazendo (o rescaldo) de forma que não é rápida, mas segura, para garantir a vida dos bombeiros e das pessoas próximas", disse o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Marcos de Oliveira.

As investigações das causas do incidente, por bombeiros e perícia, só começarão após a fumaça ser controlada. Segundo o militar, as imagens aéreas indicam que a fumaça ficou menos espessa e mais esbranquiçada, provavelmente por diminuição na toxicidade.

Galpão. A estratégia de combate ao incêndio foi a de esfriar a reação. Para isso, foram utilizados mais de 200 mil litros de água. "Temos de manter o PH neutro. Se aumentar, a temperatura também aumenta e há risco maior de explosão", disse o major Oliveira. Com um acesso melhor ao local, os bombeiros retiraram parte do material com retroescavadeira, para impedir que a reação se espalhasse.

O galpão, localizado às margens da BR-280, pertence à empresa Global Logística, e abrigava 10 mil toneladas de fertilizante à base de nitrato de amônia. O prefeito de São Francisco do Sul, Luiz Zera (PP), confirmou que a Global tem alvará de funcionamento. Ele anunciou, porém, que o município vai montar uma força-tarefa para rever concessões futuras de alvarás.

Vítima. Na madrugada desta quinta-feira, 26, o bombeiro David Marcelino, de 59 anos, foi internado em estado grave no Hospital Regional de Joinville. Ele chegou às 4h, em coma induzido, com um quadro de intoxicação exógena. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, durante o dia apresentou melhora, mas respira por aparelhos.

Por causa da evolução, ele saiu do risco de morte, mas inspira cuidados e acompanhamento. Não há previsão de alta.

Mais conteúdo sobre:
incêndiofumaça

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.