SC vai transferir detentos de alta periculosidade para presídios federais

Governo federal ofereceu as vagas por conta da onda de violência no Estado

Júlio Castro, Especial para o Estado,

04 Fevereiro 2013 | 21h57

FLORIANÓPOLIS - Em entrevista coletiva no final da tarde desta segunda-feira, o governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD) anunciou que aceitou as vagas em presídios federais oferecidas pelo Ministério da Justiça e que elas serão ocupadas pelos presos de alta periculosidade e aqueles suspeitos de liderarem facções criminosas no interior das unidades prisionais no Estado. "Estamos trabalhando integrados com o Governo Federal. Na quarta-feira tenho uma audiência com o ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) com quem venho conversando pelo celular desde o início dos ataques", disse o governador catarinense. Temos que enfrentar com muito rigor estas manifestações criminosas. O papel do Estado é garantir a ordem e o direito das pessoas e isso nós não vamos abrir mão de forma nenhuma. Temos investimentos futuros a fazer, assegurados... Não há inércia, não há omissão, não há descaso, há crise que precisa ser enfrentada e resolvida", completou o governador.

A decisão pela transferência dos "cabeças" das organizações atesta a suspeita de que os atentados ocorridos nos últimos cinco dias estão sendo ordenados de dentro das penitenciárias de Santa Catarina. Colombo aproveitou a ocasião para anunciar a realização de concurso público para contratação de 1.500 policiais militares, além da contratação de 60 oficiais e a realização de curso de aperfeiçoamento para mil homens do efetivo da Polícia Militar. Também autorizou concurso público para contratação de 300 agentes penitenciários.

Também participaram da coletiva o secretário de Estado da Segurança Pública, Cesar Grubba; a secretária da Justiça e Cidadania, Ada De Luca; o comandante da Polícia Militar, Nazareno Marceneiro; e o diretor do Departamento de Administração Prisional, Leandro Lima. Quando perguntado sobre se o vídeo que mostrava agressões realizadas por agentes penitenciários em Joinville era a causa dos ataques, o diretor do Deap respondeu que é uma soma de fatores. Entre eles, o indiciamento de 13 líderes da facção em inquérito que apurou para morte da agente penitenciária Deise Fernanda Melo Pereira Alves, a prisão de uma advogada representante de alguns presos nesse mesmo inquérito, a transferência de um dos líderes da facção para uma casa penal no sul do Estado e o caso de abuso de autoridade em Joinville, além da intensificação do combate ao tráfico no Morro do Horácio, na Capital.

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