Marcio Fernandes/AE-24/4/2011
Marcio Fernandes/AE-24/4/2011

Se Delúbio voltar a errar, será punido de novo, avisa ministro

Secretário-Geral da Presidência esteve em São Paulo representando a presidente em eventos do Dia do Trabalho

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2011 | 00h00

"Se ele (Delúbio) mantiver uma postura adequada não tem nenhum problema. Se ele voltar a errar, o partido, da mesma forma que o recebeu de volta, vai ter que puni-lo de novo", advertiu ontem o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, ao comentar o retorno de Delúbio Soares ao PT, ex-tesoureiro do partido envolvido no escândalo do mensalão.

Para Carvalho, que representou a presidente Dilma Rousseff nos eventos da Força Sindical e da CUT em São Paulo, "era um direito de Delúbio reivindicar a volta". "O partido entendeu que, pelo comportamento dele, merecia ter alterada essa situação e ser readmitido. Eu acho que, uma vez refiliado e se tiver um comportamento adequado, não tem porque ele não continuar como militante nosso."

O ministro avalia que "o maior erro" de Delúbio foi sua atuação na arrecadação. "Foi uma certa megalomania na questão de recursos financeiros do partido. Foi achar que era possível ficar buscando todos os meios para conseguir recursos para o partido, sem com isso ter o suporte e autorização do conjunto da direção. Foi o problema dele."

Carvalho ressaltou que "(Delúbio) nunca enriqueceu, nunca tirou um tostão para ele". "Eu acho que ele pagou por um erro político, um erro ético e, agora, tendo penado tanto, tem o direito de se recompor. Como qualquer um de nós que amanhã cometer um erro pode se reconciliar com a vida e tocar adiante. Acho que pouca gente no Brasil viveu o que ele viveu em termos de pena pública."

"O diretório do PT tomou uma posição que julgou que era justa", assinalou o ministro, antes de participar de ato político da CUT no Anhangabaú. "Acho que o Delúbio pagou um preço que talvez nunca ninguém tinha pago na política, do ponto de vista de execração pública, a expulsão. Ele ficou trabalhando quieto, não se filiou a nenhum outro partido durante 6 anos", disse.

"Todos nós erramos, a gente tem que ter muita humildade", pregou Carvalho. "O que importa é a intenção da pessoa em corrigir sua postura política e tocar a vida adiante."

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