Se Dilma vencer, Lula não se elege mais, diz Serra

Em entrevista cheia de ataques ao governo, ao PT e à candidata Dilma Rousseff, o tucano José Serra subiu ontem o tom de suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparando a ação do chefe de governo na campanha ao apoio de Paulo Maluf a Celso Pitta na disputa pela prefeitura paulistana em 1996.

Wilson Tosta / RIO, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2010 | 00h00

Serra traçou um cenário sombrio para o País, na eventualidade de uma vitória de Dilma, fracasso que, para ele, inviabilizaria a candidatura de Lula em 2014.

"Lula só tem uma chance de ser candidato de novo: se eu ganhar", disse ele, em sabatina do jornal O Globo. "Se a Dilma ganhar, Lula não se elege deputado. O que aconteceu com o Maluf em São Paulo? Ninguém sabia quem era o Pitta. Ele elegeu. O que aconteceu?" E emendou: "Só falta o Lula dizer: não votem em mim se a Dilma não governar bem."

Serra criticou o "mito" de que Lula "continuaria governando, de fora", no caso de Dilma ser eleita e afirmou que "o modelo Lula esgotou". "Acho que nem que continuasse por dentro, mesmo que tivesse mais uma eleição - seria um período muito complicado", afirmou. "Talvez ele até tenha percebido isso, quando não quis a possibilidade de um terceiro mandato."

Mínimo. Em caminhada pelo centro de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, Serra prometeu aumentar o salário mínimo para R$ 600, caso seja eleito. "Há condições para isso." Acompanhado do candidato a vice, Índio da Costa, o tucano caminhou por 30 minutos e comentou que a violação do sigilo fiscal do seu genro, Alexandre Bourgueois: "Essa tem sido a metodologia do crime contra as pessoas." / COLABOROU GABRIELA MOREIRA.

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