Sé identificará morador de rua

Subprefeito diz que muitos não têm nome nem família

Camilla Rigi, O Estadao de S.Paulo

25 Setembro 2007 | 00h00

A Subprefeitura da Sé começou esta semana a identificar moradores de rua, entre adultos e crianças, que integram algum programa social do Município. A medida está sendo feita em parceria com Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt em uma das primeiras ações do subprefeito da Sé, o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Mário Jordão, que ocupa o cargo há menos de uma semana. ''''Nós temos pessoas sem documentos, que não falam e só fazem gestos. Por isso, vamos tentar identificar para chamar a família'''', explicou o subprefeito. Depois de passar quatro anos à frente da Seccional Centro, Jordão avalia que os problemas da região são muito mais sociais do que policiais. ''''É uma questão angustiante ver uma criança caída no chão'''', confessou o subprefeito. Jordão afirmou que é muito importante tratar também da saúde das crianças e moradores de rua. ''''Muitos estão com hepatite, tuberculose, outros com problema psiquiátricos'''', afirmou o subprefeito, que deve se reunir com o secretário da pasta, Januário Montone, na próxima semana. Segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), pelo menos 774 crianças e adolescente em situação de rua estão na Sé. Jordão afirmou que o novo cargo só foi proposto a ele depois que já tinha pedido exoneração da polícia. ''''Eu achei que eu tinha pontos de vistas administrativos diferentes e eram questões de foro íntimo'''', disse. A Prefeitura já conseguiu a posse de 57 imóveis na antiga Cracolândia, rebatizada de Nova Luz, e deve lançar nos próximos dias o edital de licitação para demolir as duas primeiras quadras da região. ''''Assinei o edital anteontem'''', disse Jordão. Até o fim da semana, ele deve retirar as últimas três famílias que moram na área. No triângulo formado pelas Ruas Mauá, General Couto de Magalhães e dos Protestantes serão erguidas as novas sedes da subprefeitura e da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação (Prodam). Um dos prédios que não serão demolidos abrigará a Guarda Civil Metropolitana, ''''Nossa previsão é de que em dezembro já tenhamos iniciado a demolição.''''

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