'Se não estivesse chovendo, outras vítimas teriam sido atingidas', relata dono de lancha

'Se não estivesse chovendo, outras vítimas teriam sido atingidas', relata dono de lancha

Segundo depoimentos dos profissionais, em dias normais, cerca de 40 embarcações costumam levar turistas para ficar em frente à cachoeira do cânion onde ocorreu o acidente

Patrícia Rennó, Especial para o Estadão

08 de janeiro de 2022 | 20h34

A tragédia de Capitólio poderia ter sido muito maior caso o dia estivesse ensolarado, comentam os proprietários e condutores das embarcações que fazem o trajeto diário pelos canions da região da represa de Furnas.

Segundo depoimentos dos profissionais, as embarcações costumam levar turistas para os pontos turísticos com hora marcada e em dias normais costumam ficar em frente à cachoeira do cânion cerca de 30 a 40 embarcações, onde ocorreu o acidente. O local  é considerado o principal atrativo turístico da cidade e 100% dos turistas costumam comprar o passeio de lanchas ou escunas para visitação. 

Denilson trabalha há 5 anos conduzindo embarcações para o local onde aconteceu a tragédia e nunca tinha ouvido falar em alguma situação parecida em que pedras caíram no local. “Foi um desastre mesmo. Se não tivesse chovendo outras vítimas poderiam ter sido atingidas. É muito triste mesmo”, disse.

A irmã de um dos condutores de uma das lanchas que foi atingida na hora do acidente, Ana Lucia Costa, auxiliar de serviços gerais, conta que o irmão percebeu que as pedras estavam caindo e ao sair do local foi atingido no rosto.

“Ele passou por uma tomografia e teve que fazer uma cirurgia na face, teve alguns cortes e graças a Deus está bem. Ele conseguiu salvar as pessoas que estavam na lancha com ele, quando ele viu que as pedras estavam saindo, mas infelizmente ele foi atingido com um pedaço de pedra da lancha e desmaiou. O pessoal que estava com ele na lancha conseguiu prestar o socorro para ele e agora está tudo bem. Na lancha foi ele e uma criança que teve um ferimento no dedo”, contou.

Um dos marinheiros e proprietário de lanchas que estavam no local, Leandro Ferreira de Andrade, foi um dos primeiros a chegar no local para tentar socorrer as vítimas do acidente. Ele conta que os condutores das embarcações ligaram pedindo socorro.

"Uma das nossas lanchas, e outra lancha que faz parte da nossa área de embarque ligou pedindo socorro que havia caído pedras em algumas lanchas e pessoas. Nos deparamos com uma cena complicada e a gente fez o que conseguiu fazer ali , tentando socorrer o máximo possível de pessoas ali naquele momento”, completou.

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