'Se o presidente resolver me substituir, eu aceitarei', diz Pires

Para ele, cuidar do tráfego aéreo brasileiro não é atribuição do ministro da Defesa

Leonencio Nossa, Estadão

20 Julho 2007 | 18h20

O ministro da Defesa, Waldir Pires, disse no final da entrevista concedida nesta no final da tarde desta sexta-feira, 20, que só o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá informar quando ele e se ele (Pires) deixará o cargo. "Sempre me entreguei a todos os cargos que ocupei. Não fui informado de nada, e só o presidente da República pode saber. O presidente me manterá no cargo enquanto tiver confiança no meu trabalho", afirmou.   Ante a insistência de repórteres para que falasse sobre a versão divulgada pela imprensa de que o presidente o demitiria na próxima semana por ser o responsável pela administração da crise aérea, Pires respondeu que não é seu esse encargo. "Já disse e repito: o ministro da Defesa não é o administrador do tráfego aéreo do País. Se o presidente resolver me substituir, eu aceitarei sem problemas."   Depois, o ministro, referindo-se ao acidente com Airbus A320 da TAM em São Paulo, disse que o governo tomou todas as medidas necessárias. E acrescentou: "Acidentes ocorrem em todas as partes do mundo, em todas as cidades e até nas nossas casas. O governo está preocupadíssimo e tentando buscar uma solução para o problema (da crise no setor aéreo do País."   Pires iniciou a entrevista coletiva para divulgar a resolução do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), mas se limitou a apresentar as medidas consideradas por ele como as mais importantes. "Queremos, ao mesmo tempo, assegurar o conforto e a segurança dos cidadãos que utilizam o aeroporto de Congonhas", disse.

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