Depasa/Divulgação
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Seca faz Rio Acre atingir o menor nível da história em Rio Branco

Valor registrado nesta sexta-feira é de 1,49 metro; governo do Estado decretou situação de emergência e diz não haver alternativa para abastecer capital

Itaan Arruda, Especial para o Estado

29 Julho 2016 | 13h09

RIO BRANCO - O Rio Acre atingiu a menor cota da história em Rio Branco: 1,49 metro. Os técnicos do Departamento Estadual da Pavimentação e Saneamento (Depasa) calculavam que a marca atingida nesta sexta-feira, 29, viria somente na segunda quinzena de agosto.

"Nós não temos plano B para abastecer Rio Branco", constatou o diretor do Depasa, Edvaldo Magalhães, referindo-se ao fato de que o Rio Acre é a única fonte de captação de água para uma população da capital, estimada pelo Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 370,5 mil habitantes. "Mas ainda não estamos com racionamento".

O Depasa teve que antecipar o plano de contingenciamento elaborado para suportar o período de seca. Os técnicos já sabiam da forte estiagem desde o fim do ano passado por causa de trabalho em parceria com a Defesa Civil Nacional. 

Até esta sexta-feira, o registro da medição com menor volume de água foi feito em setembro de 2011, quando foi anotado 1,50 metro.

O governo do Acre decretou situação de emergência no início do mês, ainda não reconhecido pelo governo federal.

Atualmente, a capacidade de produção de água está 20% menor. Nas duas estações de tratamento de água (ETA) existentes na capital, são produzidos 1,5 mil litros de água por segundo. Hoje, produz-se 1,3 mil em números aproximados.

Foram instaladas quatro bombas flutuantes na ETA 2 e mais duas bombas flutuantes na ETA 1. O Depasa já comprou mais três bombas e outras duas flutuantes.

"Trabalhadores já realizam escavamento no leito do rio para tentar melhorar a possibilidade de captação", pontuou Magalhães. "Se baixar de um metro, teremos que fazer intervenções maiores."

Nas últimas semanas, o Rio Acre tem baixado a uma média de quatro centímetros por dia. O problema já traz impacto para escoar a produção dos ribeirinhos.

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