Secovi defende mudanças no Plano Diretor

Representantes do Sindicato da Habitação (Secovi) foram ontem até à Câmara Municipal para defender as mudanças no projeto do Plano Diretor elaborado pela Prefeitura. A entidade, que representa empreendedores imobiliários, defende índices mais flexíveis na ocupação dos terrenos após a aprovação do plano.Os diretores da entidade estiveram reunidos com o presidente da Câmara, José Eduardo Cardozo (PT). "Recebemos a notícia de que a negociação deveria ser na Câmara", disse o presidente do Secovi, Romeu Chap Chap. Segundo ele, a grande novidade é a disposição do governo em alterar os coeficientes de aproveitamento dos terrenos. Pela proposta original, foi adotado o coeficiente 1 para toda a cidade. Em um terreno de 100 metros quadrados, por exemplo, poderá haver uma construção do mesmo tamanho ou dois andares de 50 metros quadrados cada. Acima disso e até o limite de 2,5 a área do terreno, o empreendedor é obrigado a pagar uma contrapartida financeira, chamada de outorga onerosa. "Eles (o governo) estão começando a entender que a outorga onerosa como está proposta vai encarecer o produto final", disse Chap Chap. Segundo ele, já foram realizadas várias reuniões com representantes do governo e vereadores. A proposta da entidade é manter os atuais índices de aproveitamento, que permitem construções maiores sem contrapartida. "Se ficar do jeito que está, não haverá desenvolvimento imobiliário na cidade", disse o presidente do Secovi. O projeto do Plano Diretor está sendo analisado pelas comissões permanentes da Casa. A expectativa é que ele seja votado até julho.

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