Secretaria de segurança da Bahia inaugura mais três 'UPPs' em Salvador

Nas três bases, o efetivo será de 360 policiais militares treinados em policiamento comunitário

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

27 Setembro 2011 | 11h17

SALVADOR - A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 27, mais três Bases Comunitárias de Segurança - as versões baianas das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) fluminenses - em Salvador.

 

As bases estão instaladas em três comunidades do bairro do Nordeste de Amaralina (Chapada do Rio Vermelho, Santa Cruz e Nordeste de Amaralina), que reúnem 120 mil moradores e eram consideradas algumas das mais violentas da capital baiana. Trabalharão nas bases, inicialmente, 360 policiais militares treinados em policiamento comunitário. Eles contarão com o apoio de 16 viaturas e 25 câmeras de vigilância espalhadas pela região, controladas em uma central de monitoramento.

 

A instalação das bases no Nordeste de Amaralina segue o cronograma estabelecido pelo governo baiano, que em 27 de abril havia iniciado o programa com a instalação de uma base no bairro do Calabar. Em maio, o Nordeste de Amaralina foi palco de uma operação policial com o objetivo de desarticular as quadrilhas de tráfico de drogas no local. As equipes de segurança não enfrentaram resistência durante a "ocupação".

 

Segundo o secretário de Segurança, Maurício Barbosa, a chegada das bases de segurança ao Nordeste de Amaralina era o principal objetivo da primeira etapa do programa da instalação dos equipamentos.

 

De acordo com ele, a instalação da base no Calabar, comunidade com cerca de 20 mil habitantes, serviu como "teste" para a ocupação do Nordeste de Amaralina. "Não houve homicídios na área, que era uma das mais violentas de Salvador, por mais de um mês depois da chegada da base", afirma. "Estamos fazendo um mapeamento para verificar se o tráfico não está migrando para outros lugares. Os traficantes estão pulverizados e temos o objetivo de evitar que novos líderes sejam formados."

 

Na área agora ocupada, o desafio é maior. O Nordeste de Amaralina, segundo dados da prefeitura, é a região mais densamente povoada da capital baiana. "São 20 mil habitantes por quilômetro quadrado, o dobro da média na cidade, o que leva a uma baixa qualidade de vida", diz o prefeito, João Henrique Carneiro, que participou da cerimônia de inauguração dos postos, junto com o governador Jaques Wagner. "As bases abrem caminho para que outros serviços públicos, que eram impedidos pelo tráfico, possam chegar à população."

 

Assim como na base do Calabar, que tem à frente a capitã Maria Oliveira, as do Nordeste de Amaralina terão uma mulher no comando, a capitã Roseana Guimarães. "Estamos trocando informações para que as ações que tiveram bons resultados no Calabar possam ser aplicadas também no Nordeste de Amaralina", afirma.

 

De acordo com o governador, o próximo passo do programa é a instalação de uma base no conjunto de bairros conhecido como Subúrbio Ferroviário. "Devemos instalar no começo do próximo ano, ainda estamos estudando o local", afirma. "Até agora, o governo considera a experiência positiva, mas o trabalho não é de curto prazo."

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