Secretária do Goldman Sachs condenada por roubar US$ 8 mi

Joyti De-Laurey, uma secretária de 35 anos, foi condenada hoje por roubar cerca US$8 milhões (R$ 23,12 milhões) de seus chefes na sucursal londrina do banco de investimentos Goldman Sachs para gastar em roupas, carros jóias e propriedades.Ela foi julgada culpada, pelo tribunal de Southwark, de Londres, de 20 acusações de fraude, incluindo 16 por ter obtido transferência de dinheiro por logro. Isso pode lhe render uma sentença de no máximo 10 anos.Seu marido, Anthony, um ex-motorista particular de 50 anos, foi condenado por quatro acusações de lavagem de dinheiro. Sua mãe, 68, foi condenada pelos mesmos motivos.Durante o julgamento, Joyti negou as acusações, dizendo que o dinheiro lhe foi dado como gratificação por sua eficiência e discrição.O juiz Christopher Elwen disse ao júri do Tribunal de Southwark que os promotores afirmaram que Joyti é ?cínica, calculista e uma completa impostora?. Durante as 12 semanas que o julgamento durou, o júri ouviu da acusação que Joyti tinha inveja do luxuoso estilo de vida de seus chefes e que, entre fevereiro de 2001 e abril de 2002, forjou a assinatura deles em cheques e transferências de dinheiro para suas contas. Ela foi acusado de haver tirado US$ 5,9 milhões (R$ 17,05 milhões) do chefe da Goldman Sachs londrina, Edward Scott Mead, e US$ 2 milhões (R$ 5,78 milhões) do casal de executivos do mesmo banco Ron Beller e Jennifer Moses. Presume-se que esse dinheiro foi usado para comprar produtos de luxo e propriedades, incluindo roupas de estilistas famosos, jóias da Cartier, um carro Aston Martin de US$313.000 (R$ 904.570,00) e uma vila em Chipre no valor de US$1,3 milhões (R$ 3,75 milhões). A acusação diz que Joyti, que foi admitida no escritório londrino da Goldman Sachs em 1998, ganhou a confiança de seus chefes e estava encarregada dos pagamentos de suas contas pessoais e da transferência de fundos entre suas contas. O promotor Stuart Trimmer explicou que Joyti foi descoberta quando Mead, diretor-gerente do escritório londrino, examinou suas contas, em maio de 2002, com vistas a fazer uma doação à sua ex-faculdade. ?Ele achou que as entradas em suas contas eram muito menores do que deviam?, contou Trimmer. ?E nós sabemos o motivo.? Segundo o promotor, Moses e Beller não perceberam que Joysti os estava roubando até ela ser presa. Mead, um americano especializado em fusões e aquisições, desde então saiu da Goldman Sachs e abriu um curso de preparatórios perto de sua casa, no bairro de Notting Hill. Durante o julgamento , Joyti disse que recebeu permissão para servir-se do dinheiro como uma ?recompensa? por ajudá-lo a ?cobrir? seu caso extra-conjugal com uma advogada.O advogado de defesa, Jeremy Dein, sugeriu que a importância de sua cliente para o banqueiro era imensa.Joysti colocou-se ?entre Mr. Mead e o potencial colapso de seu casamento, sua reputação, seu emprego e talvez até mesmo seus milhões?, argumentou Dein.Mead, que durante o julgamento disse ter ?um monte de coisas contra si?, incluindo ?ser rico, americano e trabalhar na City (o distrito financeiro de Londres)?, festejou o veredicto de hoje.?Estou satisfeito e aliviado que esta longa saga tenha chegado ao fim e que todos os atingidos possam , agora, retomar suas vidas?, disse numa nota à imprensa. ?Joyti De-Laurey montou uma defesa vingativa e implausível, na qual ela e sua equipe de advogados tentaram transformar as vítimas em réus.?

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