Secretaria estuda novo modelo de policiamento no Rio

A Secretaria de Segurança Pública do Rio estuda a possibilidade de implantar nas favelas um modelo de policiamento que alia a inteligência à tecnologia para o combate do tráfico de drogas. Proposto pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o plano inclui a transferência de batalhões da Polícia Militar para o alto do morros, o que daria maior visibilidade para atuar contra os criminosos, e também o uso de equipamentos de última geração para localizá-los.O governo ainda terá que fazer estudos de viabilidade do projeto. O pesquisador Moacyr Duarte idealizou o projeto com base nas estratégias dos próprios bandidos. Ele acredita que se a polícia passar a adotá-las poderá ganhar a guerra contra o tráfico. "Eles utilizam táticas de guerrilha urbana. Têm uma visão privilegiada por causa da localização geográfica, agem muito rápido e de surpresa. A polícia tem de ter o controle do espaço", disse Duarte, que pesquisa métodos de combate ao tráfico há dois anos. Para o pesquisador, a crença de que os traficantes nunca serão derrotados não passa de um mito, que deve ser combatido.Na segunda-feira, haverá a segunda reunião entre representantes do governo e da Coppe para discutir como as novas tecnologias poderão ser empregadas no policiamento. Moacyr Duarte já sugeriu que todos os policiais andem com um rádio, para que possam ser deslocados com facilidade e ainda que as favelas e os demais espaços urbanos sejam observados através de imagens de satélite, sem que haja a necessidade de estar no local. "Se a polícia dominar alguns topos de morro da zona sul, por exemplo, vai transformar a área numa grande ratoeira para os bandidos", afirmou o pesquisador, que decidiu estudar o tema da violência depois de ser assaltado duas vezes. Técnicas de rastreio de armas, através de sensores que detectam calor, também fazem parte do estudo da Coppe.

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