Secretaria ordena alerta máximo em presídios de SP

A Secretaria de Administração Penitenciária manteve em estado de alerta máximo, durante o dia de hoje, as equipes de segurança de todos os presídios do Estado de São Paulo, um dia depois das rebeliões que resultaram na morte de 17 detentos. O estado de vigilância se manteve até as 17 horas, quando os presos retornam para suas celas. "Felizmente, até o momento, tudo transcorreu dentro da absoluta normalidade", informou a assessoria de imprensa da Secretaria, pouco depois da hora decisiva.A Secretaria insiste na versão de que uma única rebelião ocorreu ontem, no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, em São Paulo e que nos outros presídios houve apenas confrontos de facções rivais de detentos, o que provocou mortes. Os confrontos ocorreram em presídios nas cidades de São Paulo, São Vicente, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Assis e Sorocaba.Em São Paulo, além do CDP do Belém, houve motim também na Cadeia Pública 3, o Cadeião de Pinheiros, onde dois detentos foram mortos, durante confronto entre as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Democrático da Liberdade (CDL). Os motins e confrontos entre presos ocorreram no primeiro aniversário da megarrebelião que parou o sistema prisional paulista e atingiu 29 presídios, em 22 cidades, no ano passado.A segurança no prédio da Secretaria, que sofreu três atentados a bomba nos últimos seis dias, também foi reforçada. "Estamos com duas viaturas da Polícia Militar paradas nas proximidades e equipes da Polícia Civil em ronda permanente", informou a assessoria.

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