Secretaria verificará se há erro nos cadastros

Questionada sobre as filas de espera, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a procura é grande e o tratamento, demorado. Sobre as falhas de informação, diz que vai verificar se há "equívoco" no cadastro. Segundo o governo, o tratamento não inclui apenas o fornecimento de medicamentos, mas, principalmente, a mudança cultural significativa, além de auxílio psicológico ao fumante. A pasta não quis informar qual é o tamanho médio da fila de espera para tratamento na rede pública no Estado. O argumento é não ter estatísticas municipais. Mas o número relativo à unidade do governo estadual também não foi informado. Alegando que os tratamentos nas cidades são mantidos e organizados pelas prefeituras, o Estado também não revelou locais para tratamento público fora da capital. "A informação deve ser obtida em cada prefeitura", disse, em nota oficial. A Secretaria Municipal de Saúde informou, também por nota, que mais de 2 mil pessoas foram beneficiadas pelo programa antitabagista. Hoje, a rede tem capacidade de iniciar o tratamento de 140 pacientes por mês. A pasta alega que, desde maio - com a sanção da lei antifumo -, cresceu a procura pelo tratamento. As 420 Unidades Básicas de Saúde oferecem acolhimento para quem quer largar o vício. O responsável pelo Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Becker Lotufo, diz que o estabelecimento de saúde já foi credenciado oficialmente, mas os medicamentos não chegaram.

Vitor Sorano, O Estadao de S.Paulo

07 Agosto 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.