Secretaria verificará se há erro nos cadastros

Questionada sobre as filas de espera, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a procura é grande e o tratamento, demorado. Sobre as falhas de informação, diz que vai verificar se há "equívoco" no cadastro. Segundo o governo, o tratamento não inclui apenas o fornecimento de medicamentos, mas, principalmente, a mudança cultural significativa, além de auxílio psicológico ao fumante.A pasta não quis informar qual é o tamanho médio da fila de espera para tratamento na rede pública no Estado. O argumento é não ter estatísticas municipais. Mas o número relativo à unidade do governo estadual também não foi informado. Alegando que os tratamentos nas cidades são mantidos e organizados pelas prefeituras, o Estado também não revelou locais para tratamento público fora da capital. "A informação deve ser obtida em cada prefeitura", disse, em nota oficial.A Secretaria Municipal de Saúde informou, também por nota, que mais de 2 mil pessoas foram beneficiadas pelo programa antitabagista. Hoje, a rede tem capacidade de iniciar o tratamento de 140 pacientes por mês. A pasta alega que, desde maio - com a sanção da lei antifumo -, cresceu a procura pelo tratamento. As 420 Unidades Básicas de Saúde oferecem acolhimento para quem quer largar o vício.O responsável pelo Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP, João Paulo Becker Lotufo, diz que o estabelecimento de saúde já foi credenciado oficialmente, mas os medicamentos não chegaram.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.