Secretário acusa imprensa de valorizar PCC

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Marco Vinicio Petreluzzi, acusou hoje a imprensa de ser responsável por uma supervalorização da força do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização responsável pelas rebeliões em 29 presídios paulistas no final do mês passado. ?A mídia tem atribuído à esta organização criminosa um poder que ela realmente não tem?, disse Petreluzzi para uma platéia de 29 prefeitos que integram o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Paraíba e Litoral Norte (Codivap), e que se reuniram em Aparecida para discutir a segurança pública e o aumento da criminalidade nos municípios da região.?Se eu fosse jornalista não entrevistaria ou daria voz para quem se diz integrante de uma quadrilha. Mas, felizmente não sou", disse ele, para corrigir-se em seguida: "ou infelizmente".Durante a reunião, Petreluzzi anunciou que o governo do Estado já estuda os detalhes de um projeto de lei que cria uma nova categoria de agentes penitenciários, os guardas de muralha, que seriam responsáveis pelo patrulhamento dos muros dos presídios.Com a formação dos guardas de muralha, que, segundo Petreluzzi receberiam o equivalente a 2/3 do salário de um policial militar, cerca de 3 mil soldados da PM poderiam ser remanejados no Estado para cumprir outras funções. "O policial militar tem um treinamento muito superior ao que é necessário para o patrulhamento de muralhas e é um desperdício deixá-los imobilizados nesta função?, disse ele.

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