Secretário adia liberação do corpo de seqüestrador

O secretário da Segurança Pública de SP, Marco Vinicio Petrelluzzi, decidiu não liberar o corpo doseqüestrador Fernando Dutra Pinto, morto desde o dia 2. Osexames realizados, tanto pelo Instituto Médico-Legal (IML)quanto pela Universidade de São Paulo (USP), não encontraramnenhum indício de envenenamento e a morte de Dutra Pinto teriasido conseqüência de uma broncopneumonia. Petrelluzzi reuniu-se hoje tem com o diretor-geral doIML, José Jarjura Jorge, com o superintendente da PolíciaCientífica, Celso Perioli, e com o perito criminal CarlosDelmonte Fernandes. Os laudos - que ainda não foram oficialmenteencerrados - não encontraram vestígios de envenamento. Ocomentário entre os peritos é que Dutra Pinto "morreu comomorrem vários presos no País". O seqüestrador de Silvio Santos e da filha dele,Patrícia, sofria de bronquite. Foi espancado por agentespenitenciários, recebeu o mesmo atendimento médico precáriooferecido a todos os detentos, além de ter ficado em condiçõesinadequadas. Mas nada disso vai aparecer nos laudos. Apesar de os exames não terem encontrado vestígios deenvenenamento, a Secretaria da Segurança só deve liberar o corpodo seqüestrador para ser enterrado após a conclusão oficial dosexames, sem que haja contestação. Petrelluzzi não quer quepairem dúvidas para evitar que o corpo tenha que ser exumado nofuturo. Depoimento - Ainda hoje, o irmão de Dutra Pinto, Esdras,e Marcelo Batista dos Santos, o Pirata, que participaram doseqüestro e também estavam presos no Centro de DetençãoProvisória (CDP), prestaram depoimento na 5.ª Seccional dePolícia, na zona leste. Ambos confirmaram ao delegado Roberto Avino o que jáhaviam dito ao juiz-corregedor dos presídios, Otávio AugustoMachado de Barros Filho: que Dutra Pinto foi espancado epermaneceu dez dias numa solitária, após ter sido levado para aSanta Casa, onde recebeu recomendação de tratamento. Assim comohaviam feito no depoimento ao juiz, os dois disseram os nomesdos agentes que espancaram Dutra Pinto.

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