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Secretário admite pedido de merenda terceirizada

O secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, assumiu ontem que enviou ofícios à Secretaria de Gestão solicitando a implantação de merenda terceirizada em 140 escolas de São Paulo no ano passado. Ele negou, porém, que tivesse poderes sobre o contrato das empresas suspeitas de conluio para fraudar licitações.Investigação do Ministério Público Estadual (MPE) aponta que 111 unidades passaram a ser atendidas pelas fornecedoras de merenda sem que fosse feita nova licitação ou aditamento. Os contratos com as seis empresas suspeitas somam R$ 258 milhões por ano. Segundo o MPE, três servidoras municipais afirmaram em depoimento que essa prorrogação ilegal foi feita por ordem de Schneider.O secretário afirmou que não conhecia os servidores do setor antes de sua pasta assumir o Departamento de Merenda Escolar no início deste ano. Ele disse ainda que os ofícios que enviou eram endereçados à titular da Gestão na época, a ex-secretária Márcia Regina Ungaretti. A Secretaria de Gestão não comentou o caso."A irregularidade, se ocorreu, ocorreu em 2008. Não era chefe do departamento e não conhecia nenhum dos profissionais", disse. "Acho estranho alguém que não se relacionava comigo ter me citado." Schneider disse que manterá a terceirização, apesar de o MPE ter dado 45 dias para a Prefeitura reassumir o serviço, vencidos na semana passada. A secretaria abriu consulta para contratar fornecedores. Promotores ameaçam processar por improbidade administrativa quem assinar os contratos.

FÁBIO MAZZITELLI e FABIO LEITE, O Estadao de S.Paulo

18 de abril de 2009 | 00h00

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