Secretário admite péssimas condições de cadeias de MG

O secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Márcio Domingues, reconheceu, nesta segunda-feira, a existência de superlotação e condições precárias de abrigo em duas delegacias de Belo Horizonte, inspecionadas por integrantes da Anistia Internacional em outubro do ano passado.As delegacias, denunciadas em relatório da Anistia divulgado também nesta segunda, em Londres, são a de Furtos e Roubos, no centro da capital, e a de Tóxicos e Entorpecentes, na região oeste da cidade.Em ambas, os inspetores da organização internacional encontraram, além de internos em condições subumanas - o relatório cita que os "horrores" observados "parecem fazer parte de uma obra de ficção medieval" -, outras irregularidades.Segundo a Anistia, houve comprovação de torturas por choques elétricos e constatação de que as populações carcerárias eram até 1.000% superiores à capacidade de cada delegacia.Também foram colhidos indícios de que funcionários e policiais cobrariam até R$ 6 mil de detentos e seus familiares para viabilizar transferências. "Temos procurado soluções em todos os setores para o problema", disse Domingues. "Já conseguimos minorá-lo, mas ele ainda existe em elevada condição", acrescentou.O secretário afirmou que os casos de tortura e corrupção são constantemente investigados pela Corregedoria de Polícia Civil e que, sempre que há comprovação, os envolvidos são afastados e punidos.

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